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  • Pablo Capistrano
  • 16 de novembro de 2009, as 4h04

Quero agradecer sinceramente ao time do ABC.

Depois da goleada de 6 x 2 do ABC contra o Brasiliense, o América manteve-se fora da zona de rebaixamento a despeito da derrota para o Vasco lá no Maracanã.

Não assisti o jogo, porque, naquela hora estava em sala de aula, em Santa Cruz, aplicando uma atividade sobre Montaigne para meus alunos do proeja.

Mas o professor Jean, a cada lance do jogo me mandava mensagens pelo celular só para  elevar mais e mais  a temperatura de minha aflição.

Não vou comentar os pênaltis do Vasco.

Esse seria um desgaste inútil e soaria um pouco como despeito pela campanha do time de São Januário (Campeão da série B com o maior índice de penalidades já marcada por partida na história do campeonato brasileiro).

O fato é que o América parece que já, a quatro anos carrega uma sina: a de pegar os campeões das séries que participa nas últimas rodadas.

Em 2006 foi o Atlético lá no Mineirão.

Minha avó Adélia, que era americana doente, e que morreu quinze dias depois daquele jogo, teve a graça de assistir na TV aquela partida em que Max se sagrou o grande herói da subida para Série A.

Em 2007 (um ano para se apagar da memória – o time naquele ano se ressentiu da falta de vovó que ouvia religiosamente todas as partidas do América pelo rádio)  o Mecão foi ao Morumbi para a “decisão” do campeonato contra o São Paulo.

Em 2008, na última rodada, o América pegou o imbatível Corinthians  e o derrotou no Machadão (a turma diz que era o time do júniores mas não importa, a camisa era a do Corinthians).

 Eu ouvi aquele jogo pelo rádio porque bateu justo com a apresentação de balé da minha filha. Quase que eu saia pulando pelo Teatro Alberto Maranhão no meio da apresentação segurando o celular com uma mão enquanto ouvia nos fones a narração da partida.

Agora, faltando duas rodadas para o final, pegamos um Vasco com a festa pronta e com tudo arrumado para uma vitória cruz maltina, para a Glória de Roberto Dinamite e o colapso definitivo de Eurico, o miranda.

Essa é a sina de time de estado pobre. Não dá para competir com as grandes estruturas.

Agora só faltam duas rodadas para o desfecho da história que esse ano guarda para nossos netos.

O negócio é cruzar os dedos e prender a respiração.


Um Comentário para “A sina do América”

  1. ANDRELUCIO RIBEIRO19/11/2009 às 5:16

    SÓ NOS RESTA A MATEMÁTICA DA ESPERANÇA, MESTRE! MAIS UMA VEZ, PONTOS PRECIOSOS NOS ESCAPARAM COMO O JOGO CONTRA O CAMPINENSE. QUANTO AOS PENALTES DO VASCO, QUEM APITOU O JOGO FOI CARLOS ALBERTO. O BOM FOI QUE O TIME TEVE RAÇA, AQUELE GOL NO FIM SO ACONTECEU PELO CANSAÇO DOS ZAGUEIROS. O VASCO NAO CONSEGUIA PENETRAR NA DEFESA AMERICANA, SOMENTE QUANDO HAVIA UM BATE-REBATE ONDE O PROPRIO JOGADOR DO AMERICA DAVA UM PASSE SEM QUERER PARA UM VASCAINO, ERA ASSIM QUE TINHA ALGUM LANCE PERIGOSO PARA OS CARIOCAS. NO MAIS, AS FALTAS ERAM CAVADAS PRA JOGAREM A BOLA NA AREA. NO SEGUNDO GOL VASCAINO, FICA NÍTIDO QUE OS ZAGUEIROS VÃO DE VEZ, PELA OBRIGAÇAO E DEDICAÇÃO, PQ NÃO TINHAM MAIS CONDIÇÕES FISICAS DE MARCAREM DEVIDAMENTE. O PRIMEIRO TEMPO EXIGIU MUITO DO TIME, E O SEGUNDO TEMPO FOI COM UM A MENOS. O ABRAÇO VAI PRA DIÁ, QUE NAO SE ACOVARDOU EM NENHUM MOMENTO, NÃO ABRIUMÃO DA CHANCE DE ATACAR, E TIVEMOS DUAS OPORTUNIDADES DE FAZER 2 A 0. MAS É ISSO, MOSTRAMOS TRADIÇÃO!

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2007 ® Pablo Capistrano

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