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	<title>Comentários sobre: Guerra de Mundos</title>
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		<title>Por: Gustavo</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2009/11/25/guerra-de-mundos/comment-page-1/#comment-112</link>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 14:59:40 +0000</pubDate>
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		<description>Dennys Lucas,
Não odeio o Oriente, odeio a tirania. Odeio a opressão e a intolerância, seja onde for e seja qual roupagem tiver: no Irã, na Palestina, em Cuba, na Coréia do Norte ou no Brasil.  Creio que isso não faz de mim um inimigo do Oriente, faz?

É curioso: qualquer um que ousar afirmar que Democracia e Direitos Humanos são valores universais é imediatemente acusado de eurocêntrico e intolerante com outras culturas etc. Mas nenhum dos que negam a universalidade da Democracia e dos Direitos Humanos é acusado de justificar a barbárie e odiar o Ocidente. Por que será?

Pelo que eu entendi, vc está culpando outros atores pelo fundamentalismo religioso na Palestina (o terrorismo de grupos como Hamas e Hezbollah).  É isso?  Se for, discordo totalmente: os terroristas islamitas, como seus predecessores nazistas, não odeiam outros países, sobretudo países democráticos como os EUA e Israel, pelo que estes fazem ou fizeram, mas pelo que são.  Odeiam, sobretudo, a própria noção de Liberdade e tolerância, ou seja, a própria civilização.  Infelizmente, há quem assine embaixo dessa selvageria.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dennys Lucas,<br />
Não odeio o Oriente, odeio a tirania. Odeio a opressão e a intolerância, seja onde for e seja qual roupagem tiver: no Irã, na Palestina, em Cuba, na Coréia do Norte ou no Brasil.  Creio que isso não faz de mim um inimigo do Oriente, faz?</p>
<p>É curioso: qualquer um que ousar afirmar que Democracia e Direitos Humanos são valores universais é imediatemente acusado de eurocêntrico e intolerante com outras culturas etc. Mas nenhum dos que negam a universalidade da Democracia e dos Direitos Humanos é acusado de justificar a barbárie e odiar o Ocidente. Por que será?</p>
<p>Pelo que eu entendi, vc está culpando outros atores pelo fundamentalismo religioso na Palestina (o terrorismo de grupos como Hamas e Hezbollah).  É isso?  Se for, discordo totalmente: os terroristas islamitas, como seus predecessores nazistas, não odeiam outros países, sobretudo países democráticos como os EUA e Israel, pelo que estes fazem ou fizeram, mas pelo que são.  Odeiam, sobretudo, a própria noção de Liberdade e tolerância, ou seja, a própria civilização.  Infelizmente, há quem assine embaixo dessa selvageria.</p>
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		<title>Por: Dennys Lucas</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2009/11/25/guerra-de-mundos/comment-page-1/#comment-111</link>
		<dc:creator>Dennys Lucas</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 06:32:02 +0000</pubDate>
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		<description>Gustavo, por que não achar que o seu posicionamento não seria simples ódio do oriente tentando se disfarça em valores universais. Vejamos a construção do fundamentalismo religioso construído há décadas em solo palestino. Existem países que colocam como defensores da democracia e da liberdade, mas que no oriente médio vem construindo as condições para a selvageria...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gustavo, por que não achar que o seu posicionamento não seria simples ódio do oriente tentando se disfarça em valores universais. Vejamos a construção do fundamentalismo religioso construído há décadas em solo palestino. Existem países que colocam como defensores da democracia e da liberdade, mas que no oriente médio vem construindo as condições para a selvageria&#8230;</p>
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		<title>Por: Gustavo</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2009/11/25/guerra-de-mundos/comment-page-1/#comment-107</link>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 02:32:41 +0000</pubDate>
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		<description>Grande Pablo, acho que concordamos num ponto importante: não há leituras da História, somente desleituras.  A diferença é que, para vc, parece que somente as desleituras &quot;de direita&quot;, como a interpretãção de Heródoto à luz da dicotomia democracia-despotismo oriental, são anacronismos, logo visões falsas da realidade com uma finalidade ideológica.

Pra mim parece óbvio que não há como enxergar o passado sem o olhar do presente, essa é uma questão que perpassa e atormenta qualquer um que estuda a História.  Mas a  questão não é essa.  É, sim, se uma análise do passado, e da Grécia em particular, em termos de humanismo e democracia como valores universais e de certa forma atemporais é possível.  A meu ver, é possível sim, e pode (e deve) ser aplicada à realidade atual de luta contra o fundamentalismo islamita, como se aplicava à luta contra o comunismo e o nazi-fascismo.

Acredito que, de acordo com essa visão, quando Heródoto fala na liberdade dos atenienses em contraposição à opressão dos persas, por exemplo, isso não é simplesmente uma visão de hoje, ideológica, de direita ou &quot;neocon&quot;. Nem tampouco é uma manifestação puramente &quot;cultural&quot; ou &quot;antropológica&quot; (como se os valores políticos não tivessem importância e tudo se resumisse a uma questão de língua ou costumes): é uma visão essencialmente humanista.

Não me considero militante de nada, a não ser de minha própria consciência, embora não me importe de ser chamado de militante de direita (já perdi o medo das patrulhas faz tempo). Principalmente porque - taí uma coisa boa de se debater! - colocar-se a favor dos ideais iluministas de democracia e liberdade hoje em dia virou coisa &quot;de direita&quot;, e defender o apaziguamento de regimes ou movimentos teocráticos islamitas virou uma atitude &quot;de esquerda&quot;. Se isso &quot;diminui meu potencial&quot;, como vc diz, também abre possibilidades bem interessantes. 

Vc deve ter percebido que sou um cara bem fora de moda, que ainda acredita em coisas antigas como a universalidade da democracia e dos direitos humanos etc. Prefiro ser assim a avalizar um relativismo que é, na maioria dos casos, simples ódio ao Ocidente disfarçado. Nisso, aliás, eu discordo da teoria do Samuel Huntington, porque o confronto atual não é entre civilizações, mas entre a Civilização, de um lado, e a barbárie, de outro.  Não se trata de uma disputa religiosa cristianismo versus Islã, por exemplo, mas de uma luta pela sobrevivência de uma concepção da humanidade que vem desde os Gregos.    

Acredito que a defesa dos valores democráticos e liberais hoje em dia é mais importante do que nunca, especialmente diante de certas visões relativistas e anti-racionalistas, que insistem em negar até a própria noção de verdade (acho que vc sabe do que estou falando).  Foi esse tipo de visão niilista que abriu o caminho pra soluções retrógradas como o fundamentalismo islamita, e que o justifica, de uma forma ou de outra.  O curioso é que muito dessa visão relativista pós-moderna vem do marxismo (vide Escola de Frankurt), que é, em sua origem, uma doutrina eurocêntrica e herdeira do Iluminismo.

Assim como vc, acredito que cedo ou tarde a dicotomia Ocidente-Oriente ou Democracia-Tirania vai desaparecer, até porque nada dura pra sempre. Mas também acredito que, pra que ela desapareça, um dos lados terá que triunfar.  E, pra isso, infelizmente, não dá pra ficar neutro, é preciso escolher um dos lados.  Não necessariamente por militância ideológica, mas por honestidade intelectual. Eu já escolhi o meu lado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande Pablo, acho que concordamos num ponto importante: não há leituras da História, somente desleituras.  A diferença é que, para vc, parece que somente as desleituras &#8220;de direita&#8221;, como a interpretãção de Heródoto à luz da dicotomia democracia-despotismo oriental, são anacronismos, logo visões falsas da realidade com uma finalidade ideológica.</p>
<p>Pra mim parece óbvio que não há como enxergar o passado sem o olhar do presente, essa é uma questão que perpassa e atormenta qualquer um que estuda a História.  Mas a  questão não é essa.  É, sim, se uma análise do passado, e da Grécia em particular, em termos de humanismo e democracia como valores universais e de certa forma atemporais é possível.  A meu ver, é possível sim, e pode (e deve) ser aplicada à realidade atual de luta contra o fundamentalismo islamita, como se aplicava à luta contra o comunismo e o nazi-fascismo.</p>
<p>Acredito que, de acordo com essa visão, quando Heródoto fala na liberdade dos atenienses em contraposição à opressão dos persas, por exemplo, isso não é simplesmente uma visão de hoje, ideológica, de direita ou &#8220;neocon&#8221;. Nem tampouco é uma manifestação puramente &#8220;cultural&#8221; ou &#8220;antropológica&#8221; (como se os valores políticos não tivessem importância e tudo se resumisse a uma questão de língua ou costumes): é uma visão essencialmente humanista.</p>
<p>Não me considero militante de nada, a não ser de minha própria consciência, embora não me importe de ser chamado de militante de direita (já perdi o medo das patrulhas faz tempo). Principalmente porque &#8211; taí uma coisa boa de se debater! &#8211; colocar-se a favor dos ideais iluministas de democracia e liberdade hoje em dia virou coisa &#8220;de direita&#8221;, e defender o apaziguamento de regimes ou movimentos teocráticos islamitas virou uma atitude &#8220;de esquerda&#8221;. Se isso &#8220;diminui meu potencial&#8221;, como vc diz, também abre possibilidades bem interessantes. </p>
<p>Vc deve ter percebido que sou um cara bem fora de moda, que ainda acredita em coisas antigas como a universalidade da democracia e dos direitos humanos etc. Prefiro ser assim a avalizar um relativismo que é, na maioria dos casos, simples ódio ao Ocidente disfarçado. Nisso, aliás, eu discordo da teoria do Samuel Huntington, porque o confronto atual não é entre civilizações, mas entre a Civilização, de um lado, e a barbárie, de outro.  Não se trata de uma disputa religiosa cristianismo versus Islã, por exemplo, mas de uma luta pela sobrevivência de uma concepção da humanidade que vem desde os Gregos.    </p>
<p>Acredito que a defesa dos valores democráticos e liberais hoje em dia é mais importante do que nunca, especialmente diante de certas visões relativistas e anti-racionalistas, que insistem em negar até a própria noção de verdade (acho que vc sabe do que estou falando).  Foi esse tipo de visão niilista que abriu o caminho pra soluções retrógradas como o fundamentalismo islamita, e que o justifica, de uma forma ou de outra.  O curioso é que muito dessa visão relativista pós-moderna vem do marxismo (vide Escola de Frankurt), que é, em sua origem, uma doutrina eurocêntrica e herdeira do Iluminismo.</p>
<p>Assim como vc, acredito que cedo ou tarde a dicotomia Ocidente-Oriente ou Democracia-Tirania vai desaparecer, até porque nada dura pra sempre. Mas também acredito que, pra que ela desapareça, um dos lados terá que triunfar.  E, pra isso, infelizmente, não dá pra ficar neutro, é preciso escolher um dos lados.  Não necessariamente por militância ideológica, mas por honestidade intelectual. Eu já escolhi o meu lado.</p>
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		<title>Por: Pablo Capistrano</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2009/11/25/guerra-de-mundos/comment-page-1/#comment-105</link>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 13:46:12 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é Gustavo, você chegou no ponto.

Não existe leitura da história, só existe desleitura.

Como você deve ter lido Droysen ou Dilthey e muito provavelmente Benjamim sabe que uma metologia histórica não pode prescindir de um problema hermenêutico fundamental. Se todo texto é influenciado pelo contexto de sua época, como dissociar uma interpretação do contexto de sua própria época? Essa é uma das mais significativas contribuições da filosofia crítica para a história do homem. A consciência de que não temos como encontrar uma verdade sobre o mundo, mas apenas sobre o modo como o mundo aparece para nós.

Como é possível olhar o passado sem a influência do presente, que compõe o olhar o investigador? Você olha para Heródoto com o olhar do seu tempo, assim como Jean Pierre Vernat, Vidal Naquet, Winkelmann, Hegel, Nietzsche e Heidegger olharam para a Grécia com o olhar do tempo de cada um.

Eu particularmente acho você um cara muito inteligente e com comentários as vezes bem pertinentes, mas acho que talvez pelo fato de você ser um militante de direita tenha alguma dificuldade em sondar outras possibilidades de leitura do passado e do presente e acho que isso reduz um pouco o seu potencial. 

Eu acredito que caminhamos para uma superação dessa dicotomia que compõe o século XX. A superação de uma dicotomia moderna que compôs as categorias ideológicas com as quais você joga.

Não sei qual será o caminho de superação dessa dicotomia, mas sinto que ela já está em processamento. Espero que não seja uma solução retrograda como a da revolução iraniana. Espero que ajude a humanidade a encontrar novas formas de lidar com as demandas de sua própria condição.

Agora sei que isso mais cedo ou mais tarde nesse século essa superação vai acontecer, e ai uma discussão do tipo liberalismo contra marxismo-leninismo será anacrônica (se já não for). Porque a história não termina e não se repete (a não ser como farsa, não é?).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é Gustavo, você chegou no ponto.</p>
<p>Não existe leitura da história, só existe desleitura.</p>
<p>Como você deve ter lido Droysen ou Dilthey e muito provavelmente Benjamim sabe que uma metologia histórica não pode prescindir de um problema hermenêutico fundamental. Se todo texto é influenciado pelo contexto de sua época, como dissociar uma interpretação do contexto de sua própria época? Essa é uma das mais significativas contribuições da filosofia crítica para a história do homem. A consciência de que não temos como encontrar uma verdade sobre o mundo, mas apenas sobre o modo como o mundo aparece para nós.</p>
<p>Como é possível olhar o passado sem a influência do presente, que compõe o olhar o investigador? Você olha para Heródoto com o olhar do seu tempo, assim como Jean Pierre Vernat, Vidal Naquet, Winkelmann, Hegel, Nietzsche e Heidegger olharam para a Grécia com o olhar do tempo de cada um.</p>
<p>Eu particularmente acho você um cara muito inteligente e com comentários as vezes bem pertinentes, mas acho que talvez pelo fato de você ser um militante de direita tenha alguma dificuldade em sondar outras possibilidades de leitura do passado e do presente e acho que isso reduz um pouco o seu potencial. </p>
<p>Eu acredito que caminhamos para uma superação dessa dicotomia que compõe o século XX. A superação de uma dicotomia moderna que compôs as categorias ideológicas com as quais você joga.</p>
<p>Não sei qual será o caminho de superação dessa dicotomia, mas sinto que ela já está em processamento. Espero que não seja uma solução retrograda como a da revolução iraniana. Espero que ajude a humanidade a encontrar novas formas de lidar com as demandas de sua própria condição.</p>
<p>Agora sei que isso mais cedo ou mais tarde nesse século essa superação vai acontecer, e ai uma discussão do tipo liberalismo contra marxismo-leninismo será anacrônica (se já não for). Porque a história não termina e não se repete (a não ser como farsa, não é?).</p>
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		<title>Por: Dennys Lucas</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2009/11/25/guerra-de-mundos/comment-page-1/#comment-95</link>
		<dc:creator>Dennys Lucas</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 15:07:28 +0000</pubDate>
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		<description>Para a maioria dos comunas, a idéia de democratização torna-se um valor universal, e isto, muito antes do muro cair, muito antes do muro ser levantado...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para a maioria dos comunas, a idéia de democratização torna-se um valor universal, e isto, muito antes do muro cair, muito antes do muro ser levantado&#8230;</p>
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