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	<title>Comentários sobre: O mesmo velho ranço</title>
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		<title>Por: ANDRELUCIO RIBEIRO</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2010/03/27/o-mesmo-velho-ranco/comment-page-1/#comment-222</link>
		<dc:creator>ANDRELUCIO RIBEIRO</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 12:45:59 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, de novo! Dizem que a sociedade evolui, que o ser humano está mais inclinado para o estudo, para o conhecimento(ao menos são os números de pesquisas feitas no Brasil). Pois é, as pessoas buscam o nível superior, até pq está mais fácil se obter um diploma, diante das facilidades. A tecnologia está presente na vida de idosos com 80 anos de idade (ao irem sacar seu rico dinheirinho, um idoso que cozinhava num fogão à lenha, hoje precisa usar um caixa eletrônico, e muitos não sabem nem o que é um micro-ondas, nem sonhavam com isso). Computador, mesmo que o sujeito não saiba mexer, sabe o que é. Os carros só faltam falar, tem uns que falam...ou nos enganam. A prostituição e o tráfico de drogas utilizam a internet, classificados, boca a boca, a política, etc. No futebol, o interessante é que nada evoluiu, exceto o condicionamento físico dos atletas, tão exacerbado que muitos morrem ou passam mal na execução da profissão. Engraçado que os clubes produzam jogadores, mas esqueçam de produzir o cidadão. Dar uma consciência do que é a vida, na adolescência seria um passo gigantesco (que tal a disciplina cidadania para todos os jovens de 8 a 18 anos?). Concordo com o mestre Pablo, o rapaz foi infeliz, e uso um ditado: &quot;O homem é fruto do meio em que vive&quot;. Nenhum jogador de futebol, com 16,17,18 ou 19 anos, é orientado a fazer uma previdencia privada, é orientado a saber o que representará para uma geração de jovens com origem semelhante, ou não, a origem dele. Nenhum jogador de futebol é orientado, e lembrado, que sua carreira dura pouco e depois sem saber fazer mais nada, seu dinheiro acabará e sua auto-estima será afetada. É verdade que existe um pluralismo, mas não há uma orientação norteadora, o que há são pessoas, oriundas de classes sociais mais favorecidas, que formadas (geralmente em Direito) se aproximam destes jovens dando o que qualquer um quer, aos 18 anos; uma casa, contatos com mulheres bonitas, um carro e um &quot;cara legal&quot; que vai ser o procurador, o novo pai, vai ser o melhor amigo que já existiu em todos os tempos. Ah, também vem da classe social mais favorecida todos os dirigentes de clubes, aqueles que recebem as cotas de televisão, as rendas, e que fecham as vendas dos atletas. Eu, se eu quiser fazer parte da diretoria do time que torço, não posso entrar, não tenho dinheiro, não tenho status e nem o &quot;conhecimento futebolístico&quot; deles. Imagine um rapaz de 18 anos ter que ler um contrato de 08 páginas, com linguajar jurídico, com clausulas que parecem idênticas umas com as outras? Pois é, este rapaz foi retirado da escola pelo clube que o formou. Aliás, por que será que no nosso país, a educação foi algo mais que secundário até 08 anos atrás? Para que a situação de ignorância e necessidade se mantivesse. Pois no nosso futebol as coisas permanecem assim. Os discursos dos atletas são muito semelhantes, quando surge um cara autêntico, com discurso diferente, vai servir pra imprensa vender jornal, mas que será crucificado na primeira oportunidade em que não tiver jogo de cintura. Sou flamengo, nunca matei ninguém, dificilmente eu ironizo alguém, não cheiro cocaína, não roubo e nem fico desejando o mal pra o povo. Nunca briguei por causa do futebol, nascí e crescí numa região de periferia, poderia corroborar da expressão infeliz do rapaz (citada no texto), mas talvez centenas, milhares,milhões de PITBOYS tenham brigado nos estádios ou bares um número de vezes maior do que a quantidade de letras que constam neste comentário. Essa luta de classes (Lembrei até do grande Marx) é pertinente pra quem tem uma sensação asquerosa de superioridade. O futebol produz alegria para todos, é coisa mais importante dentre as coisas menos importantes do nosso país, movimenta bilhões pra nossa economia, está anexada a nossa cultura. E o torcedor flamenguista representa uma parte da nação fragmentada deste país. Lá na Itália não tem morro, e o goleiro do MIlan, Abbiate, disse ser facista e detestar certas coisas. Maradona não nasceu no RJ e teve num ato ilícito o ato mais lícito do futebol, pois foi sagrado; &quot;A mão de Deus&quot;, ou não foi? Em todos os setores exisitirão pessoas indignas, frases ruins, atos covardes, exemplos questionáveis, mas o que não pode haver é uma generalização ou condenação sem contextualizar. Todo e qualquer preconceito explícito pode causar uma má impressão de quem o produziu, que o diga o tal do Marcelo Dourado, estigmatizado por ser punk e lutador, entrou numa casa cheia de pluralidades (Gays, lésbicas e simpatizantes, além de escrotas e escrotos, nada contra eles, deixo claro) e foi logo escolhido como a vítima da hora, a ser o cara a ser excluído, eram os &quot;diferentes&quot; com preconceito de um autêntico diferente. Vivemos numa hipocrisia instigada pela vontade de ser correto, e pela produção de nossa língua, submersa pelo corpo, mas em plena erupção de nossa pobre alma. 
Abraço à todos, em especial ao Pablo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, de novo! Dizem que a sociedade evolui, que o ser humano está mais inclinado para o estudo, para o conhecimento(ao menos são os números de pesquisas feitas no Brasil). Pois é, as pessoas buscam o nível superior, até pq está mais fácil se obter um diploma, diante das facilidades. A tecnologia está presente na vida de idosos com 80 anos de idade (ao irem sacar seu rico dinheirinho, um idoso que cozinhava num fogão à lenha, hoje precisa usar um caixa eletrônico, e muitos não sabem nem o que é um micro-ondas, nem sonhavam com isso). Computador, mesmo que o sujeito não saiba mexer, sabe o que é. Os carros só faltam falar, tem uns que falam&#8230;ou nos enganam. A prostituição e o tráfico de drogas utilizam a internet, classificados, boca a boca, a política, etc. No futebol, o interessante é que nada evoluiu, exceto o condicionamento físico dos atletas, tão exacerbado que muitos morrem ou passam mal na execução da profissão. Engraçado que os clubes produzam jogadores, mas esqueçam de produzir o cidadão. Dar uma consciência do que é a vida, na adolescência seria um passo gigantesco (que tal a disciplina cidadania para todos os jovens de 8 a 18 anos?). Concordo com o mestre Pablo, o rapaz foi infeliz, e uso um ditado: &#8220;O homem é fruto do meio em que vive&#8221;. Nenhum jogador de futebol, com 16,17,18 ou 19 anos, é orientado a fazer uma previdencia privada, é orientado a saber o que representará para uma geração de jovens com origem semelhante, ou não, a origem dele. Nenhum jogador de futebol é orientado, e lembrado, que sua carreira dura pouco e depois sem saber fazer mais nada, seu dinheiro acabará e sua auto-estima será afetada. É verdade que existe um pluralismo, mas não há uma orientação norteadora, o que há são pessoas, oriundas de classes sociais mais favorecidas, que formadas (geralmente em Direito) se aproximam destes jovens dando o que qualquer um quer, aos 18 anos; uma casa, contatos com mulheres bonitas, um carro e um &#8220;cara legal&#8221; que vai ser o procurador, o novo pai, vai ser o melhor amigo que já existiu em todos os tempos. Ah, também vem da classe social mais favorecida todos os dirigentes de clubes, aqueles que recebem as cotas de televisão, as rendas, e que fecham as vendas dos atletas. Eu, se eu quiser fazer parte da diretoria do time que torço, não posso entrar, não tenho dinheiro, não tenho status e nem o &#8220;conhecimento futebolístico&#8221; deles. Imagine um rapaz de 18 anos ter que ler um contrato de 08 páginas, com linguajar jurídico, com clausulas que parecem idênticas umas com as outras? Pois é, este rapaz foi retirado da escola pelo clube que o formou. Aliás, por que será que no nosso país, a educação foi algo mais que secundário até 08 anos atrás? Para que a situação de ignorância e necessidade se mantivesse. Pois no nosso futebol as coisas permanecem assim. Os discursos dos atletas são muito semelhantes, quando surge um cara autêntico, com discurso diferente, vai servir pra imprensa vender jornal, mas que será crucificado na primeira oportunidade em que não tiver jogo de cintura. Sou flamengo, nunca matei ninguém, dificilmente eu ironizo alguém, não cheiro cocaína, não roubo e nem fico desejando o mal pra o povo. Nunca briguei por causa do futebol, nascí e crescí numa região de periferia, poderia corroborar da expressão infeliz do rapaz (citada no texto), mas talvez centenas, milhares,milhões de PITBOYS tenham brigado nos estádios ou bares um número de vezes maior do que a quantidade de letras que constam neste comentário. Essa luta de classes (Lembrei até do grande Marx) é pertinente pra quem tem uma sensação asquerosa de superioridade. O futebol produz alegria para todos, é coisa mais importante dentre as coisas menos importantes do nosso país, movimenta bilhões pra nossa economia, está anexada a nossa cultura. E o torcedor flamenguista representa uma parte da nação fragmentada deste país. Lá na Itália não tem morro, e o goleiro do MIlan, Abbiate, disse ser facista e detestar certas coisas. Maradona não nasceu no RJ e teve num ato ilícito o ato mais lícito do futebol, pois foi sagrado; &#8220;A mão de Deus&#8221;, ou não foi? Em todos os setores exisitirão pessoas indignas, frases ruins, atos covardes, exemplos questionáveis, mas o que não pode haver é uma generalização ou condenação sem contextualizar. Todo e qualquer preconceito explícito pode causar uma má impressão de quem o produziu, que o diga o tal do Marcelo Dourado, estigmatizado por ser punk e lutador, entrou numa casa cheia de pluralidades (Gays, lésbicas e simpatizantes, além de escrotas e escrotos, nada contra eles, deixo claro) e foi logo escolhido como a vítima da hora, a ser o cara a ser excluído, eram os &#8220;diferentes&#8221; com preconceito de um autêntico diferente. Vivemos numa hipocrisia instigada pela vontade de ser correto, e pela produção de nossa língua, submersa pelo corpo, mas em plena erupção de nossa pobre alma.<br />
Abraço à todos, em especial ao Pablo!</p>
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