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	<title>Comentários sobre: A Chave e o ferrolho</title>
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		<title>Por: ANDRELUCIO RIBEIRO</title>
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		<dc:creator>ANDRELUCIO RIBEIRO</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 May 2010 01:52:32 +0000</pubDate>
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		<description>Um dos maiores times que eu vi jogar foi o São Paulo da década de 90, entre 92 e 94. Aquele time jogava quase todo dia, teve oportunidades em que haviam dois jogos pra o mesmo dia e o Telê usava o expressinho pra um jogo e o titular pra outro jogo, sendo que tinha jogador do expressinho que ficava no banco no jogo principal. Assim, o São Paulo ganhou duas libertadores, dois mundiais, uma supercopa libertadores, duas recopas, uma conmebol, taça ramon de carranza e outras. Mas ninguém fala daquele time, ninguém comenta muito as peculiaridades. Aquele time tinha Valber na zaga, era um zagueiro que saía driblando cinco ou seis jogadores adversários e entregava a bola ao ponta esquerda do tricolor, coisa de cinema. Tinha Zetti fechando o gol. Tinha um ala chamado Vitor, até  hoje o brasileiro que mais ganhou libertadores. Tinha Raí como símbolo maior, e tinha Palhinha que era um falso meia e falso centroavante, pois sabia armar e finalizava como ninguém, e como flutuava em campo, evitava trombadas dolorosas pra o seu corpo frágil. Só ouço falar do time de Telê, que também não era muito bom sem a posse de bola. Naquele time do São Paulo, jogadores medianos viraram craques ou ícones de determinados títulos; Pintado, Adilson, Ivan, Ronaldo Luís, Dinho, Jamelli, Catê, Elivelton, Macedo, entre outros, fizeram partidas memoráveis e aproveitando a carona dos craques citados anteriormente, faziam belas partidas. O que quero dizer com isso? É que no time do Santos, jogadores como Durval, Dracena, Pará, Marquinhos e outros se tornaram muito bons jogadores. O time não é fraco quando defende, é que o time não defende e quase todos os gols que toma são proporcionados pela ânsia voraz de atacar. O terceiro gol do Santo André surgiu de um contra-ataque aos 44 minutos do primeiro tempo, quando o Santos tinha apenas 09 em campo e mesmo assim atacava com seis jogadores a equipe interiorana...Robinho perdeu a bola e deu a chance ao ótimo time azulado. O que digo é que esses times talentosos, tão escassos e magníficos quando surgem é uma festa pra imprensa, mas que a imprensa não se preocupa depois em eternizar esses momentos. Não há exibições das jogadas do Valber na era do Telê, não há reprises das vitórias do São Paulo, não há comemorações dos títulos sobre o Barça de Stoichkov, ou sobre o Milan de Baresi, Maldini, Papin, DEsailly, Massaro. O que vemos muito é o tri recente do São paulo, que tinha um estilo feio e pragmático, pra menos. Vivemos num país que fica cobrando um bom futebol, mas não revivemos os times do Fla da década de 80 nem o São Paulo da década de 90. Os nossos maiores craques eram baixinhos (Pelé, Zico, Romário, Rivelino, etc...), mas hoje a imprensa ignora as divisões de base e permite, com isso, que os treinadores só aceitem jovens altos, pois pensam em biótipos que agradem os europeus. Sonhamos com um craque estilo Pita,no caso o Ganso, mas o cara surge e a gente fala que ele não tem idade pra copa. Nos esquecemos de dribladores como Renato Gaucho, Sergio Araujo, Eder, Mauricinho...aí surge Neymar (que com um toque e duas gingas driblou dois jogadores e o goleiro do santo andré) e falamos que ele é cai-cai...há quase 04 anos surgia Messi num jogo contra o Chelsea, e ele era cai cai. Temos uma tendência a valorizar o que é dos outros, recordamos Zidane a todo momento, Platini, Rummenigge, Francescolli, e esquecemos Pita, Geraldo, Adílio, Ademir da Guia, Careca...jogadores que não fizeram história mundial pq a nossa concorrência era brutal e não se transferia facilmente antigamente. Enfim, concordo com o mestre Pablo, Santos e Sto André foi um jogo mandado pelos céus, pelos anjos ou pelos santos? Pena que a enciclopédia Armando Nogueira já não está entre nós, senão ele faria uma crônica capaz de nos fazer rir e chorar(de alegria) ao mesmo tempo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos maiores times que eu vi jogar foi o São Paulo da década de 90, entre 92 e 94. Aquele time jogava quase todo dia, teve oportunidades em que haviam dois jogos pra o mesmo dia e o Telê usava o expressinho pra um jogo e o titular pra outro jogo, sendo que tinha jogador do expressinho que ficava no banco no jogo principal. Assim, o São Paulo ganhou duas libertadores, dois mundiais, uma supercopa libertadores, duas recopas, uma conmebol, taça ramon de carranza e outras. Mas ninguém fala daquele time, ninguém comenta muito as peculiaridades. Aquele time tinha Valber na zaga, era um zagueiro que saía driblando cinco ou seis jogadores adversários e entregava a bola ao ponta esquerda do tricolor, coisa de cinema. Tinha Zetti fechando o gol. Tinha um ala chamado Vitor, até  hoje o brasileiro que mais ganhou libertadores. Tinha Raí como símbolo maior, e tinha Palhinha que era um falso meia e falso centroavante, pois sabia armar e finalizava como ninguém, e como flutuava em campo, evitava trombadas dolorosas pra o seu corpo frágil. Só ouço falar do time de Telê, que também não era muito bom sem a posse de bola. Naquele time do São Paulo, jogadores medianos viraram craques ou ícones de determinados títulos; Pintado, Adilson, Ivan, Ronaldo Luís, Dinho, Jamelli, Catê, Elivelton, Macedo, entre outros, fizeram partidas memoráveis e aproveitando a carona dos craques citados anteriormente, faziam belas partidas. O que quero dizer com isso? É que no time do Santos, jogadores como Durval, Dracena, Pará, Marquinhos e outros se tornaram muito bons jogadores. O time não é fraco quando defende, é que o time não defende e quase todos os gols que toma são proporcionados pela ânsia voraz de atacar. O terceiro gol do Santo André surgiu de um contra-ataque aos 44 minutos do primeiro tempo, quando o Santos tinha apenas 09 em campo e mesmo assim atacava com seis jogadores a equipe interiorana&#8230;Robinho perdeu a bola e deu a chance ao ótimo time azulado. O que digo é que esses times talentosos, tão escassos e magníficos quando surgem é uma festa pra imprensa, mas que a imprensa não se preocupa depois em eternizar esses momentos. Não há exibições das jogadas do Valber na era do Telê, não há reprises das vitórias do São Paulo, não há comemorações dos títulos sobre o Barça de Stoichkov, ou sobre o Milan de Baresi, Maldini, Papin, DEsailly, Massaro. O que vemos muito é o tri recente do São paulo, que tinha um estilo feio e pragmático, pra menos. Vivemos num país que fica cobrando um bom futebol, mas não revivemos os times do Fla da década de 80 nem o São Paulo da década de 90. Os nossos maiores craques eram baixinhos (Pelé, Zico, Romário, Rivelino, etc&#8230;), mas hoje a imprensa ignora as divisões de base e permite, com isso, que os treinadores só aceitem jovens altos, pois pensam em biótipos que agradem os europeus. Sonhamos com um craque estilo Pita,no caso o Ganso, mas o cara surge e a gente fala que ele não tem idade pra copa. Nos esquecemos de dribladores como Renato Gaucho, Sergio Araujo, Eder, Mauricinho&#8230;aí surge Neymar (que com um toque e duas gingas driblou dois jogadores e o goleiro do santo andré) e falamos que ele é cai-cai&#8230;há quase 04 anos surgia Messi num jogo contra o Chelsea, e ele era cai cai. Temos uma tendência a valorizar o que é dos outros, recordamos Zidane a todo momento, Platini, Rummenigge, Francescolli, e esquecemos Pita, Geraldo, Adílio, Ademir da Guia, Careca&#8230;jogadores que não fizeram história mundial pq a nossa concorrência era brutal e não se transferia facilmente antigamente. Enfim, concordo com o mestre Pablo, Santos e Sto André foi um jogo mandado pelos céus, pelos anjos ou pelos santos? Pena que a enciclopédia Armando Nogueira já não está entre nós, senão ele faria uma crônica capaz de nos fazer rir e chorar(de alegria) ao mesmo tempo.</p>
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