24 mai
No jardim das oliveiras
- 24 de maio de 2010, as 4h04
Antes de Dan Brown e de Nikos Kazantzakis
Ferreira Itajubá, o poeta da Ribeira, já havia entendido o papel da mulher na história de Jesus.
“Caia a noite má de quinta feira;
A lua cheia sob o céu brilhava,
E o vento de Betânia desfolhava
- Ramos de murta, flores de oliveira.
O brando orvalho prateava a areia,
E o mar envolto em lutuosa bruma,
Embalava a sorrir, mundos de espuma,
- Longos cabelos ruivos de sereia.
E o Nazareno de alma soberana
Sentado no Olivete, à noite fria,
Parecia escutar de Samaria
- Sonoros cantos da Samaritana.
É que ele amava! e a alma angustiosa
Não podia esquecer a noite bela,
Que construíra junto ao seio dela
- Mágicos templos de córilo e rosa.”
Ps.: o poema está na coletânea Dispersos: poemas e prosas; Organizada pelo professor Humerto Hermenegildo e Mayara Costa Pinheiro.