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  • Pablo Capistrano
  • 24 de maio de 2010, as 4h04

Antes de Dan Brown e de Nikos Kazantzakis

Ferreira Itajubá, o poeta da Ribeira, já havia entendido o papel da mulher na história de Jesus.

“Caia a noite má de quinta feira;

A lua cheia sob o céu brilhava,

E o vento de Betânia desfolhava

- Ramos de murta, flores de oliveira.

 

O brando orvalho prateava a areia,

E o mar envolto em lutuosa bruma,

Embalava a sorrir, mundos de espuma,

- Longos cabelos ruivos de sereia.

 

E o Nazareno de alma soberana

Sentado no Olivete, à noite fria,

Parecia escutar de Samaria

- Sonoros cantos da Samaritana.

 

É que ele amava! e a alma angustiosa

Não podia esquecer a noite bela,

Que construíra junto ao seio dela

- Mágicos templos de córilo e rosa.”

 

Ps.: o poema está na coletânea Dispersos: poemas e prosas; Organizada pelo professor Humerto Hermenegildo e Mayara Costa Pinheiro.


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2007 ® Pablo Capistrano

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