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	<title>Comentários sobre: Porque a vitória não basta.</title>
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		<title>Por: Pablo Capistrano</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2010/06/14/porque-a-vitoria-nao-basta/comment-page-1/#comment-388</link>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 13:44:39 +0000</pubDate>
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		<description>E veja, Andrelucio, que as seleções africanas estão batendo fofo na copa, um outro problema que eu vejo em relação a Àfrica é o fato de que a maiora dos jogadores de times africanos estão sendo recrutados ainda crianças, vendidos para a europa e formatados ao estilo de jogo europeu (ou melhor, o alemão ou o italiano). Curiosamente os times sul americanos estão começando bem, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai que acabou de derrotar a eslovênia e por ai vai...

È doloroso adimitir mas os argentinos (e até a Alemanha!) estão jogando um futebol mais &quot;brasileiro&quot; do que a seleção... uma lástima...

mas vamos ver agora o jogo contra a Costa do Marfim... quem sabe o sobrenatural de almeida não aparece e muda alguma coisa nesse quadro desolador.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E veja, Andrelucio, que as seleções africanas estão batendo fofo na copa, um outro problema que eu vejo em relação a Àfrica é o fato de que a maiora dos jogadores de times africanos estão sendo recrutados ainda crianças, vendidos para a europa e formatados ao estilo de jogo europeu (ou melhor, o alemão ou o italiano). Curiosamente os times sul americanos estão começando bem, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai que acabou de derrotar a eslovênia e por ai vai&#8230;</p>
<p>È doloroso adimitir mas os argentinos (e até a Alemanha!) estão jogando um futebol mais &#8220;brasileiro&#8221; do que a seleção&#8230; uma lástima&#8230;</p>
<p>mas vamos ver agora o jogo contra a Costa do Marfim&#8230; quem sabe o sobrenatural de almeida não aparece e muda alguma coisa nesse quadro desolador.</p>
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		<title>Por: ANDRELUCIO RIBEIRO</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2010/06/14/porque-a-vitoria-nao-basta/comment-page-1/#comment-351</link>
		<dc:creator>ANDRELUCIO RIBEIRO</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 18:07:53 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, Pablo, como vai o senhor?
Certa vez eu comentei aqui no seu site-blog sobre o estilo ìtalo-germânico de nossa seleção. Poi é, vejo que o senhor cita o Dunga na sua dissertação. Agora eu anexo uma história a outra, e lembro que Dunga jogou muita na Itália e na Alemanha. Na &quot;Bota&quot;, Dunga aprendeu como defender é o melhor ataque, e na Alemanha ele aprendeu ao pragmatismo total. 
O sentimento que o senhor descreve sobre a sua relação com a seleção é o mesmo de muitos, e é o mesmo dos africanos, atualmente?
Africanos? Sim. Todos que lembram do futebol africano, lembram de irreverência, de dribles fantásticos e jogos abertos, cheio de variações. Pois bem, há um erro na administração do futebol daqueles países. Num lugar onde se tem crianças dotadas de uma capacidade de superação, que demonstram alegria em tudo o que faz (mesmo morrendo de fome e sede), que sabem driblar tanto quanto os brasileiros, os dirigentes tem acabado com a característica dos africanos, pois tem contratado treinadores europeus, vidrados em tática e defesa. Quem não lembra do Camarões de 90 e 94 de Roger Millar, ou da Nigéria (1998) de Amunike e Amokachi, depois veio Kanu. Em 2002,Senegal apresentou as unhas pra França,Uruguaie Suécia...Bouba Diouf era o grande nome. De 2003 pra cá, os países africanos estão descaracterizados no modo de atuar, contratam treinadores que pregam e adotam estilos burocráticos, que fazem o atleta se privar de seus dribles. Nas arquibancadas, ouvimos vuvunzelas e muitos gritos e danças, mas não vimos ainda a alma do povo africano. As teorias de um europeu cintura dura nunca irá se encaixar com a capacidade de improvisar dos africanos. 
Talvez por isso, aqui no Brasil não temos mais tanta ligação com a seleção canarinho, porque agora é seleção do Ricardinho (Teixeira). 
Por isso a imprensa fica revoltada com a expressão de que a seleção é a pátria de chuteiras. Sócrates, recentemente, disse que ao jogar pela seleção representava seu povo (mas não precisamente a sua nação). Para ele, representar o seu povo, seria o povo do Norte, Nordeste, o povo que bate pelada no fim de semana, o povo assalariado que via no futebol a ùnica forma de sorrir. Nas nossas categorias de base, os jogadores que tem 1,70 são logo descartados, são considerados baixos e fora do padrão europeu, não servirão pra ser negociados no futuro, será prejuízo pra o clube investir nele. A visão capitalista tomou conta e nocauteou o romance da bola. Na Argentina vem a contraposição, AGUEIRO, TEVEZ, DI MARIA E MESSI são jogadores baixos, menos de 1,70m de altura, porém são talentosos ao extremo, recheam os cofres dos clubes europeus. E a gente fica com os altos Felipe Melo, Júlio Batista, Gilberto Silva e Luisão. 
Esse sentimento de preenchimento não completo (Um download nostalgico) não é somente o senhor quem sente. Também sinto, também dói, também choro por dentro!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Pablo, como vai o senhor?<br />
Certa vez eu comentei aqui no seu site-blog sobre o estilo ìtalo-germânico de nossa seleção. Poi é, vejo que o senhor cita o Dunga na sua dissertação. Agora eu anexo uma história a outra, e lembro que Dunga jogou muita na Itália e na Alemanha. Na &#8220;Bota&#8221;, Dunga aprendeu como defender é o melhor ataque, e na Alemanha ele aprendeu ao pragmatismo total.<br />
O sentimento que o senhor descreve sobre a sua relação com a seleção é o mesmo de muitos, e é o mesmo dos africanos, atualmente?<br />
Africanos? Sim. Todos que lembram do futebol africano, lembram de irreverência, de dribles fantásticos e jogos abertos, cheio de variações. Pois bem, há um erro na administração do futebol daqueles países. Num lugar onde se tem crianças dotadas de uma capacidade de superação, que demonstram alegria em tudo o que faz (mesmo morrendo de fome e sede), que sabem driblar tanto quanto os brasileiros, os dirigentes tem acabado com a característica dos africanos, pois tem contratado treinadores europeus, vidrados em tática e defesa. Quem não lembra do Camarões de 90 e 94 de Roger Millar, ou da Nigéria (1998) de Amunike e Amokachi, depois veio Kanu. Em 2002,Senegal apresentou as unhas pra França,Uruguaie Suécia&#8230;Bouba Diouf era o grande nome. De 2003 pra cá, os países africanos estão descaracterizados no modo de atuar, contratam treinadores que pregam e adotam estilos burocráticos, que fazem o atleta se privar de seus dribles. Nas arquibancadas, ouvimos vuvunzelas e muitos gritos e danças, mas não vimos ainda a alma do povo africano. As teorias de um europeu cintura dura nunca irá se encaixar com a capacidade de improvisar dos africanos.<br />
Talvez por isso, aqui no Brasil não temos mais tanta ligação com a seleção canarinho, porque agora é seleção do Ricardinho (Teixeira).<br />
Por isso a imprensa fica revoltada com a expressão de que a seleção é a pátria de chuteiras. Sócrates, recentemente, disse que ao jogar pela seleção representava seu povo (mas não precisamente a sua nação). Para ele, representar o seu povo, seria o povo do Norte, Nordeste, o povo que bate pelada no fim de semana, o povo assalariado que via no futebol a ùnica forma de sorrir. Nas nossas categorias de base, os jogadores que tem 1,70 são logo descartados, são considerados baixos e fora do padrão europeu, não servirão pra ser negociados no futuro, será prejuízo pra o clube investir nele. A visão capitalista tomou conta e nocauteou o romance da bola. Na Argentina vem a contraposição, AGUEIRO, TEVEZ, DI MARIA E MESSI são jogadores baixos, menos de 1,70m de altura, porém são talentosos ao extremo, recheam os cofres dos clubes europeus. E a gente fica com os altos Felipe Melo, Júlio Batista, Gilberto Silva e Luisão.<br />
Esse sentimento de preenchimento não completo (Um download nostalgico) não é somente o senhor quem sente. Também sinto, também dói, também choro por dentro!</p>
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