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  • Pablo Capistrano
  • 01 de agosto de 2011, as 7h07

Segue mais um poema de Trakl que traduzi junto com o professor Dicer Zimmer.

Esse é de 1912. Tentamos manter a impressão acústica do poema e ao mesmo tempo deixar bem marcado as imagens que remontam a um retalho de memórias nostalgicas que flerta com a forte impressão que a temporalidade causa na vida dos humanos. O poema começa de tarde e retrata em versos cursos o transaldo de uma noite como se a vida pudesse se inverter.

Começamos no crepúsculo e terminamos, com as faces rejuvenescidas, molhadas pelo orvalho da manhã.

Mas chega de bla bla bla Aperoveitem a poesia e tirem vocês mesmos suas conclusões.

Zu Abend mein Herz

Am Abend hört man den Schrei der Fledermäuse.

Zwei Rappen springen auf der Wiese.

Der rote Ahorn rauscht.

Dem Wanderer erscheint di kleine Schenke am Weg.

Herrlich schmecken junger Wein und Nüsse.

Herlich: betrunken zu taumeln in dämmernden Wald.

Durch schwarzes Geäst tönen schmerzliche Glocken.

Auf das Gesicht tropft Tau.

(1912)

 

Meu coração no crepúsculo

Ao crepúsculo ouve-se o grito dos morcegos

Dois corcéis pinotam na relva

Farfalha a folhagem avermelhada

A beira do caminho o caminhante avista um botequim

Ah! O divino gosto das nozes e do vinho da juventude.

Que maravilha: cambaleando bêbados na floresta entardecida

Através da sombria ramagem ressoam sinos ardentes

Pelo rosto, corre o orvalho.

(1912).


Um Comentário para “Meu coração no crepúsculo”

  1. Jarbas Martins4/8/2011 às 11:49

    Caro Pablo, Nelson Patriota está organizando uma 2a.edição de “Antologia Poética de Tradutores Norte-rio-grandenses”, a ser publicada pela Fundação José Augusto, em parceria com a Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.Não delimitou o número de poemas por cada autor.Se você viu a 1a. edição da antologia, sabe como o material foi selecionado,o critério etc.Meu e-mail está aí, espero a sua importante participação que vai se somar a nomes jovens como você, Rainier Patriota e nomes emblemáticos como Cascudo e Luís Carlos Guimarães.Abraços do seu amigo e admirador.

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2007 ® Pablo Capistrano

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