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  • Pablo Capistrano
  • 24 de janeiro de 2013, as 3h03

Natal, 24 de Janeiro de 2013

 

Saiu na coluna de Walter Gomes no Jornal de Hoje da terça feira passada (22 de Janeiro de 2013).

 

“O presidente da executiva do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão – deputado estadual em São Paulo -, exagera no enquadramento. Declara que ‘os partidos de oposição estão sendo substituídos por meios de comunicação, corporações ou grupos incrustados em setores do aparelho estatal”.

 

Não sei se há alguma vantagem eleitoral em identificar os inimigos em véspera de ano de eleição. Talvez, o ganho que o PT retire dessa estratégia de dar nome aos adversários que tramam contra o governo Dilma de fora do sistema partidário institucional seja o de vitaminar a militância para animar o combate que se aproxima.

 

Do ponto de vista político ela demonstra algo que os eleitores mais críticos já perceberam a um bom tempo: o atestado de falência do projeto político do PT-partido.

 

Construir um inimigo para se combater é uma estratégia contra reformista usual que esconde aquilo que Slavoj Zizek chama de “covardia revolucionária”.

 

Se não temos coragem ou interesse em modificar estruturalmente a sociedade a partir de uma mudança real em suas bases econômicas; se mantemos a ordem como ela se apresenta a despeito das promessas de mudança que usamos para conseguir o poder, a única saída que nos resta é então, nomear o inimigo.

 

Foi isso que Stalin fez com a nomenclatura do partido comunista (criando o inimigo interno) ou os nacionais socialistas fizeram construindo a figura do judeu ameaçador (criando o inimigo externo ao povo alemão, infiltrado para destruir a cultura ocidental).

 

Guardadas as devidas proporções históricas, quando não se quer, ou não se tem coragem de combater o verdadeiro combate, constroem-se fantasmas para justificar a própria covardia.

 

Dizem alguns que o PT um dia foi um partido marxista. Não sei se isso é verdade. O fato é que hoje, mais do que nunca, para a nossa tristeza, o PT parece cristalizar a frase do filósofo Alasdair MacIntyre, publicada em seu livro After Virtue de 1981:

 

“(…) quando os marxistas se organizam e se novem rumo ao poder sempre se tornam e sempre se tornarão substancialmente weberianos, mesmo que permaneçam marxistas em retórica”.

 


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2007 ® Pablo Capistrano

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