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  • Pablo Capistrano
  • 16 de junho de 2013, as 13h13

(Existem especificidades nos protestos globais que precisam ser compreendidas. Para além das reduções ideológicas ou da comparação com outro tipos de manifestação que estamos acostumados, como greves, marchas ou manifestações de categorias profissionais)

 

A língua persa tem uma ótima expressão, war man nihadan, que quer dizer:  “matar uma pessoa, enterrar o corpo e plantar flores sobre a cova para esconde-la”. Em 2011, nós testemunhamos uma série de eventos destruidores, da Primavera  Árabe ao movimento Occupy Wall Street, dos protestos nos subúrbios do Reino Unido à loucura ideológica de Anders Behring Breivik. Desse modo, 2011 foi o ano em que sonhamos perigosamente em duas direções: houve sonhos de emancipação, que mobilizaram manifestantes em Nova York, na praça Tahir, em Londres e Atenas, e houve sonhos destrutivos e obscuros, que serviram de impulso para Breivik e para populistas racistas de toda Europa, da Holanda à Hungria. A tarefa primeira da ideologia hegemônica era neutralizar a verdadeira dimensão desses eventos: a reação predominante da mídia não foi exatamente um war nam nihadan? A mídia estava matando o potencial emancipatório radical desses eventos ou encobrindo sua ameaça à democracia, e então plantando flores sobre o cadáver enterrado. Por isso é tão importante esclarecer as coisas, situar esses eventos dentro da totalidade do capitalismo global, o que significa mostrar como estão relacionados com o antagonismo central do capitalismo de hoje.

 

(Slavoj Zizek, no livro O ano em que sonhamos perigosamente)

 

 


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2007 ® Pablo Capistrano

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