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  • Pablo Capistrano
  • 11 de março de 2015, as 11h11
Deitadas ao pé do altar

Deitadas ao pé do altar

 

Não vou pra passeata dia 13/03 nem dia 15/03

Meu manifesto vai pra rua dia 14 de Março.

Publico abaixo alguns poemas,

dois meus, publicados em 1999 no livro Domingos do Mundo (Boágua, 1999)

e mais quatro dos meus amigos e camaradas de Sótão 277

Adriano Araújo – poemas publicados no livro “O Mundo que Me Cabe” (Caravela Selo Cultural, 2014)

e Alessandre de Lia  – poemas publicados no livro “Trigrescritura” (Sebo vermelho Edições, 2001)

EVOÉ!

 

 

A solidão das sombras sólidas

A solidão das sombras sólidas

 

 

 

para quem vive uma vida INTEIRA

os dias não tem nome

em uma segunda-feira

cabem todos os domingos

do mundo.

 

Pablo Capistrano

 

 

 

quando uma imagem

não abre estrada

não cava fosso

não funda fissura

não cria música

nem rasga rua

na alma do autor

deixa de ser possível

e vive a morrer imagem

quando um corpo

abre estrada

cria música

rasga rua

cava fosso

funda fissura

no corpo do autor

deixa de ser corpo

e passa a ser viagem.

 


Pablo Capistrano

 

 

 

Ninfa de Milo Manara

Ninfa de Milo Manara


 

 

Cada conto que me conta

Na prosa ao pé do ouvido

Soma em mim

A cota de nós dois

 

Adriano Araújo

 

 

 

quero abrir uma filial do mundo

perto daqui

na esquina do nada com lugar nenhum

lá poderei ter um só emprego

ir ao trabalho de bicicleta

plantar minha própria comida

assistir ao pôr do sol de minha varanda

estudar matemática com meus filhos

ter um cão chamado Eduardo

dormir quando chegar o sono

acordar quando ele tiver ido embora

lá terei o que preciso

nada mais

assim como todos

não precisarei da polícia

nem do exército

farei parte de um só povo

de uma raça multicolorida

sem fronteiras

sem amarras

esquecerei o significado da palavra “maldade”

viverei minha vida

respeitando o direito dos outros e sendo respeitado

nesse mundo filial

poderei acreditar no que quiser

ou não

poderei ser homem, mulher

ou não

estarei ao teu lado por amor

e nada mais

nossas crianças serão crianças

com direito a brincar profissionalmente

não envelhecerei

ficarei experiente

tão cheio de vida

que ela não caberá mais em mim

aí quando for chegado esse dia

abrirei outra filiar

outro mundo que me caiba.

 

Adriano Araújo

 

 

Caminho na França década de 1930

Caminho na França década de 1930

 

 

 

Esta

Que aí

Está

Íntima

Flor que resta

Mescla

Amorfa

Floresta

 

Alessandre de Lia

 

Egon Schiele

Egon Schiele

 

 


 

Ibérico

 

O mar se antiga

Antigo adentra

Ao reino, a ruína,

A cena.

Hirto mar

Longa pena

 

Alessandre de Lia

 

 


2 Comentários para “Um Dia Poesia 14/03/2015”

  1. Antonio Neto14/3/2015 às 14:44

    Valeu poetas de verdade e de verdades.

    Objeto

    Meus óculos
    são frios
    Metal e vidro
    se eu morrer
    meus óculos
    ficarão como são
    Frios
    metal e vidro.

  2. Antonio Neto14/3/2015 às 14:45

    Esse é meu
    não pude resistir
    Abraços

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2007 ® Pablo Capistrano

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