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  • Pablo Capistrano
  • 25 de março de 2020, as 4h04

Meu celular não está carregando. Quando coloco no carregador aparece uma indicação de que há humidade na bateria, por isso tive de enfiar num saco de arroz pra ver se consigo carrega-lo.

Mas, apesar disso, não estou me lamentando. Talvez seja muito providencial ficar sem celular numa hora dessas, afinal, a paranoia das redes sociais parece ter grandes impactos no corpo da gente.

Essa paranoia da doença, aliada a histeria das redes faz com que o corpo responda dando sinais desconexos. Ontem tive dor de cabeça, arrepios e taquicardia. Qualquer sintoma diferente já assusta todo mundo nesse clima de luta contra um inimigo invisível. Um parasita celular.

O mais assustador é isso.

Não ver o inimigo. Não saber onde ele está.

Qualquer um pode carrega-lo. Qualquer um pode trazer esse vírus, por isso o distanciamento social acelera uma desconfiança de todos contra todos. O medo, essa arquitetura afetiva de sociedades liberais, no tempo de pandemia, desmonta qualquer possibilidade de acordos e contratos sociais entre os indivíduos, ou seja, desmantela a base da sociedade de mercado como nós a conhecemos.

Certamente um novo mundo emergirá desse colapso.

Mais antes, passaremos por tempos brutais.


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2007 ® Pablo Capistrano

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