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  • Pablo Capistrano
  • 25 de março de 2020, as 4h04

Hoje é o primeiro dia de quarentena total. Um pedaço de RN envolvido em uma cápsula de gordura derrubou a economia global e a ordem política que emergiu após a queda do bloco soviético, talvez, indo mais longe, a ordem que emergiu após a segunda guerra mundial.

Eu e minha família já estávamos em confinamento parcial desde de terça feira da semana passada, quando as aulas no IFRN foram suspensas. Mas ainda tinha de sair de casa pra ir ao supermercado e resolver problemas da gelateria de Ana. Ontem, Domindo, dia 22/02/2020 retiramos os sorvetes e levamos para a fábrica, vamos tentar manter-la aberta para atender no delivery provavelmente via I Food.

Na rua não tem quase ninguém.

O silêncio na cidade só é quebrado vez ou outra por um barulho de motor.

Muita gente, inclusive o louco que ocupa a presidência do país acha que é um exagero, uma histeria, mas as notícias que chegam da Europa não são auspiciosas. Como tenho muitos médicos na família (meu pai, meu sogro, dois cunhados e minha irmã) sei que a coisa é bem grave e mais grossa do que a maioria das pessoas está pensando.

 

Se conseguirmos achatar a curva epidêmica talvez o sistema de saúde do Nosso RN consiga diluir a contaminação e a gente tenha tempo para diminuir o impacto dessa pandemia. Caso contrário, a catástrofe será grande.

Minha esperança é que a governadora tenha decretado as medidas mais duras de confinamento no time correto. Na Itália foi perceptível a diferença entre cidades que decretaram o isolamento social cedo e as que decretaram tarde.

Oremos.


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2007 ® Pablo Capistrano

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