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  • Pablo Capistrano
  • 28 de março de 2020, as 7h07

5º dia de quarentena 

Hoje meu filho Arthur faz dez meses e eu percebo meus ciclos da seguinte forma.

Não consigo dormir de madrugada, acordo por volta das 2:00 da manhã ansioso e só volto a dormir umas 4:00.

Mesmo assim não fico muito tempo na cama. 7:00 Arthur acorda para tomar mamadeira.

Melhoro no final da tarde e fico com sono muito cedo durante a noite.

O que melhorou meu animo ontem a tarde foi a benção do Papa Francisco “Urbi et Orbi” que possibilitou a “Indulgencia Plenária” para 1,3 Bilhão de católicos no mundo todo. Algo histórico, que ficará na memória das gerações futuras quando alguém falar sobre a grande pandemia de 2020.

 

A imagem do Papa sozinho em frente a basílica de São Pedro concedendo um perdão coletivo a todos os católicos tem algo de fúnebre e triste mas também de  cinematográfico.  A cena foi posta como se fosse cinema.

Em mim tocou a ideia de uma conexão coletiva, de uma egrégora profunda que dá alguma esperança pra quem está sofrendo nesse momento de doença e desespero.

O caminho para suportar esses momentos é sempre o de manter o foco no aqui e no agora, vivendo um dia de cada vez e buscando se afastar um pouco da razão, que costuma a ser muito seca e fria, o que não é muito indicado para momentos de sofrimento psicológico coletivo.

 

Em horas como essa a razão é uma maldição porque ela sempre aparece diante de nós com esse pessimismo gelado que o ceticismo cultiva em tempos de ordem e que torna quase insuportável experimentar em tempos  de incerteza.

 

Nesse sentido, parece uma grande contradição para alguém que se dedica a mais de 20 anos a estudar profissionalmente filosofia, encontrar tranqüilidade longe da razão.

Hoje, pela primeira vez em muitos anos, encontrei alegria em não pensar.


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2007 ® Pablo Capistrano

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