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  • Pablo Capistrano
  • 01 de abril de 2020, as 1h01

Hoje, conversei longamente pelo watsapp com meu amigo de mais de 30 anos que mora em Zurich, Alberto Cabral. Ele viajou pra lá no final dos anos 90.

 

Também estão todos quarentenados. A suíça, apesar de ser quase do tamanho do Rio Grande do Norte, tem uma população idosa muito numerosa. Quase todos os suíços “da gema” ou pelo menos a maior parte deles, nasceu durante, ou pouco depois da segunda guerra. Os jovens no país, em sua maioria, são imigrantes.

 

 

O fato é que, caso a pandemia se espalhasse sem controle poderia casuar uma transformação radical na composição étnica do cantão financeiro da Europa. Hoje eles são um dos países com mais mortos por 100 000 habitantes, apesar do número absoluto ser menor do que o da Itália, Espanha  e dos EUA.

 

 

Mesmo assim, eles se sentem mais seguros lá do que aqui.

 

Alberto veio a Natal após o carnaval e saiu da cidade um dia antes da Suíça fechar as fronteiras.

 

A impressão é como se o mundo estivesse em guerra com todas as fronteiras sendo fechadas uma a uma. A sensação é que eles escaparam de um cenário de caos, momentos antes de uma grande explosão.

 

Acho que essa é a sensação que melhor descreve o que estamos vivendo aqui no Brasil.

 

A impressão de estarmos presos em um continente.


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2007 ® Pablo Capistrano

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