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  • Pablo Capistrano
  • 09 de abril de 2020, as 7h07

 

Consegui um tempo para traduzir um poema de Bertold Brecht.

Chama “Os amantes” (Die Liebenden)
OS AMANTES
Vê, aquelas aves negras voando em grandes arcos!
As núvens com as quais elas se misturam
São arrastadas por eles, quando escapam
da minha vida para outra.
Na mesma altura, com a mesma urgência
aparecem ambas, lado a lado.
Que a ave compartilhe com a núvem
o belo céu para o qual eles revoam
que não permaneçam muito tempo por aqui
que nada mais se veja além do pesar
que distintamente ambos sentem pelo vento
por onde flutuam juntos.
É deste modo que o vento os quer, deixando-se capturar pelo nada
Se eles não percebessem e permanecessem
tão duradouramente que não pudessem se tocar
tão duradouramente que se pudesse expulsa-los de qualquer lugar
onde a chuva desaba e tiros ressoam
Então, sob o sol e a lua, pequenos discos distintos
voam além, despadaçando-se completamente
Para onde? – lugar algum; De onde? – todo lugar.
Eles se perguntam, quanto tempo permaneceram unidos?
um curto tempo.
E quando se separarão?
Em breve.
Então
parece que é mesmo o amor
que sustenta os amantes

 


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2007 ® Pablo Capistrano

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