| 28.2.05 |
| Poesia para começar a semana |
| Texto do T.S. Eliot, tradução do Ivan Junqueira. The Naming of Cats Dar nome aos gatos é um assunto traiçoeiro, e não um jogo que entretenha os indolentes, pode-se julgar-me louco como um chapeleiro, mas a um gato se dá três nomes diferentes. Primeiro, o nome por que o chamam diariamente, como Pedro, Augusto, Belarmino ou Tomás, como Vítor ou Jonas, Alonso ou Clemente - Enfim, nomes discretos e bastante usuais. Há mesmo os que supomos soar com som mais brando, uns para damas, outros para cavalheiros, como Platão, Deméter, Ésquilo, Meandro, Mas são todos discretos e assaz corriqueiros. Mas a um gato cabe dar um nome especial, um que lhe seja próprio e menos correntio: Se não como manter a cauda em vertical, Distender os bigodes e afagar o brio? Dos nomes dessa espécie é bem restrito o quórum, como Quaxo, Munkustrap ou Coricopato Como Bombalurina, ou mesmo Jellyjorum... Nomes que nunca pertecem a mais de um gato. Mas, acima e além, há um nome que ainda resta, este de que jamais ninguém cogitaria, O nome que nenhuma ciência exata atesta, - Somente o gato sabe, mas nunca o pronuncia. Se um gato surpreenderes com ar meditabundo, saibas que a origem do deleite que o consome: Sua mente se entrega ao êxtase profundo De pensar, de pensar, de pensar em seu nome: Seu inefável afável inefanefável absismal, inviolável e singelo nome. (Do Livro do velho Gambá Sobre Gatos Travessos) |
| por Pablo Capistrano [08:24] |
| 26.2.05 |
| Advertência |
| Olá pessoal. essa é a primeira mensagen desse blog e é importante fazer algumas adverdências construitivas para que a sua experiência no contato com esse site não seja traumática nem deixe sequelas substanciais na psique de vocês. 1. Cuidado com as informações da biografia do autor. Toda a biografia de um sujeito vivo é uma ilusão auto referente, por isso, as informações podem estar erradas ou distorcidas. Lembrem-se de Nelson Rodriguies dizendo: "Onde está o escremento? Onde está o escremento?". 2. Na parte sobre o sótão 277 não se apresenta o substâncial do grupo, que eram as performances, as instalações nos lançamentos dos zines e livros e os sobresaltos existênciais e as experiências estranhas que, cada um, a seu modo, vivenciou. (não dá para pôr isso num site, não é mesmo?). Aliás a experiência de alguém é tão particular que nem sei se pode mesmo ser partilhada de alguma forma. Mas, sobraram alguns fanzines e algumas fotos antigas (poderia ter dito: "marcadas pelo farfalhar das folhas do tempo", mas seria muito cafona). Os zines devem ser vistos como peças completas de uma interação entre a parte visual e o texto. a qualidade dos textos é questionável (mas o que não é?). Na verdade o Tempestade e Ímpeto é de uma época anterior ao núcleo duro do Sótão e o Papai Estamos Vivos! já do fim do grupo. O miolo se perdeu em algum lugar estranho entre 1992 e 1994 (favor quem o encontrar não devolver aos proprietários). 3. O projeto zaratustra é real num certo sentido e ilusório em outro (não vou dizer qual, vocês é que se virem para descobrir) 4. Max Demian é um personagem de um livro de Herman Hesse que Pablo Capistrano roubou de forma descarada e imoral. Mas, depois do roubo ele deu um trato na máquina para que o sujeito ficasse com um ar novinho, e modernoso. então ele se transformou numa coisa muito mais sinistra e estranha, parecido assim com as pessoas que vivem neste mundo. Seus diários são uma experiência, crua, e incompleta. O Demian do pablo é inspirado em alguém Real que não existe mais. 5. É só isso. O resto é verdade. valeu! ps. : não poderia deixar de agradeçer ao Alexandre e a Kênia da dz3design pelo trabalho primoroso no site e pela paciência de lidar com um semi analfabeto tecnológico como o pablo. (valeu turma, do caralho!). Também ao Waldenor, irmão de um bocado de anos de estrada e viagens cósmicas, pela arte e idealização do símbolo do projeto zaratrusta. Ali está toda a verdade amigo, o que está em cima, é como o que está em baixo realizando os milagres de uma única coisa (você sabe...) . Também a Sheyla Azevedo, que conseguiu extrair do Pablo coisas que ele não diria a nehum jornalista, e abrilhantou o site com seu talento (valeu Sheyla, estamos esperando seu livro!). Também não poderia deixar de agradeçer ao pessoal da Rocco que apostou na viabilidade do livro Pequenas Catástrofes e deu o mote para a construção desse site (valeu! Vânia, Amanda, Felipe e toda a turma da Safra XXI, FORÇA SEMPRE!) A Nietzsche por ter escrito o Zaratustra, a Sid Vicius por ter sido um imbecil, a Ludwig Wittgenstein por ter descoberto que a teoria da figuração era uma estupidez, a Hitler... (ops!) foi mau, esqueçam que eu disse isso, a Madre Tereza de Calcutá por seu trabalho social etc etc etc. A todos que eu esqueci e até a quem não merece um abraço. lema do pablo: amizade, liberdade e reflexão! |
| por Pablo Capistrano [19:36] |
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