| 30.3.06 |
| Caçadores de Eclipses |
| Resolvi observar o eclipse solar do último dia 29 em Tabatinga, somente por causa do Raul Seixas. Numa música, que nunca me sai da memória, ele dizia: "vocês só vão entender o que eu falei no esperado dia do eclipse". Dizem que quando Raul morreu houve um eclipse. Não sei. Talvez tenha sido um da Lua, ou mesmo um eclipse simbólico para a música brasileira. Sempre achei que Raul Seixas foi uma espécie de Roberto Carlos do mal (na melhor acepção da palavra "mal" e na melhor acepção da expressão "Roberto Carlos", não importando o que ela signifique). Dotado de uma extraordinária capacidade de manter-se entre as classes, Raul se comunicava com o peão e com o doutor com o mesmo tipo de desenvoltura que sorvia, matinalmente, seu copo de Vodka com limão nas padarias da vida. Mas o tipo de eclipse que Raul caçava parecia ser bem diferente do tipo que houve em Natal e cercanias no último dia 29. Cheguei em Tabatinga às cinco da manhã com o amigo Marcos Neves. Já havia uma pequena multidão de carros, ônibus, pessoas com sotaques estranhos, chapeis bizarros e aparelhos esquisitos. Toda uma parafernália fotográfica estava montada, com seus filtros, suas lentes especiais e seus operadores excitados com a proximidade do fenômeno. Um sujeito com sotaque de pesquisador da USP corria de um lado para o outro, com um relógio na mão, gritando: "Vinte minutos para o Sol e quinze para a totalidade! Vinte minutos para o sol e quinze para a totalidade!". Senti medo de que algo sinistro pudesse acontecer. Por um momento tive receio de que o sujeito, de tão excitado que estava, fosse pular do barranco na hora da totalidade. Fiquei imaginando como seria poético para um astrofísico morrer no momento dessa tal "totalidade", quando a luz do dia desaparece e uma quase noite toma conta do mundo. Os caçadores de eclipses de Tabatinga pareciam homens de razão e de ciência. Investigadores do cosmo. Desbravadores dos mistérios naturais. Magos modernos com seus truques matemáticos e suas engenhocas eletrônicas. Mas, apesar da técnica, pareciam estar tomados do mesmo espanto inquietante e da mesma busca da beleza misteriosa do mundo, que assolou os agricultores da Timbauba, no alto oeste potiguar, terra de minha avó, durante um outro eclipse na década de quarenta. Minha avó contou que as pessoas acreditaram que era um sinal do dia do juízo e muita gente andou confessando seus pecados sexuais para esposas e maridos. Uma antiga tradição babilônica admite que um eclipse do sol é sinal de desgraça. Um momento no qual, forças selvagens e sem lei que habitam o mundo noturno da lua, encobrem a visibilidade consciente do sol. Foram necessários milênios de esforço humano para transformar um eclipse num inofensivo espetáculo estético e retirar de seu entorno, esse conteúdo fantasmagórico que povoava os sonhos dos povos antigos. Mesmo assim, olhando o furor quase místico dos operadores de engenhocas eletrônicas, cheguei a pensar, por um momento, que as sobras desses sonhos terríveis ainda estavam lá, subsistindo às explicações e às previsões matemáticas. Provavelmente Raul Seixas teria gostado mais de um outro tipo de Eclipse. Talvez ele se sentisse mais a vontade tendo presenciando o evento em Pipa (junto com as fadas, os sacis e com os seres extra-terrestres daquela praia) e não em Tabatinga ou na base militar da Barreira do Inferno. O fato é que há algo de inútil num eclipse. Algo de misterioso e poético, que ultrapassa o sentido de toda ciência e de todo cálculo astronômico. Algo que move o homem a sair de casa de madrugada para ver o sol perder a força e pensar que é bem possível que ele desapareça um dia, fechando para sempre no silêncio de um mundo morto, todos os dramas e comédias dessa vida. Isso aí Raul, no final, você tinha mesmo razão. A gente só vai entender o que você falou no dia do eclipse particular. No dia que nosso sol pessoal for obscurecido pelas forças sombrias que moram no interior de nossa carne de macaco. Talvez seja esse um eclipse que denote um forte estado embriagado de se perder, nem que seja por dois minutos, todas as nossas confortáveis certezas eletrônicas, e fazer com que o mundo apareça ao homem tal qual ele é: infinito e sem porteira. |
| por Pablo Capistrano [11:58] |
| 29.3.06 |
| Raul e o eclipse |
| Fui ver o eclipse hoje em Tabatinga. Tudo culpa do Raul Seixas que cantava: "Vocês só vão entender o que eu falei no esperado dia do eclipse" |
| por Pablo Capistrano [12:01] |
| 25.3.06 |
| Chá Verde e os problemas metafísicos |
| A sociedade potiguar de nutrição filosófica (cujo centro de pesquisas funciona em Cachoeira do Rio do Sapo) concluiu, após pesquisas aprofundada, que o Chá Verde é bom para problemas metafísicos. Se você tem dúvidas sobre o tempo, sobre a compatibildade entre mente e corpo, sobre as cinco vias para a prova da existência de Deus ou mesmo se já tentou várias vezes, demonstrar que você pensa, mas não existe, a ingestão diária de chá verde pode lhe ajudar. Os ciêntistas ainda não conseguiram definir drogas alopáticas para o tratamento de problemas metafísicos. O fato é que, tais problemas podem ser fatais para os homens de pouca fé, ou para os sujeitos muito apegados a forma lógica do mundo. a OMS acredita que, 3,5 entre 10 pessoas padecem de problemas metafísicos. No entanto, poucos tem coragem de assumir seu problema devido ao preconceito social. A criação da associação brasileira de parentes de portadores de distúrbios metafísicos compulsivos (ABPPDMC) está instituindo uma campanha nacional para diminuir o preconceito contra as vítimas do problema. "Eu Também não sei se existo" é o lema da campanha. questões sobre a natureza do tempo, sobre a causalidade ("o sol pode não nascer amanhã") e o famoso distúrbio da galinha de Russel serão explorados na mídia televisiva. |
| por Pablo Capistrano [21:15] |
| 19.3.06 |
| Oscar |
| Acabei de ver o filme Crash. bom. Faz refletir. Uma das passagens interessantes é aquela cuja loja de uma família de origem persa é invadida. Quebram tudo, e picham slogans nas paredes. O pai fala espantado para a filha: "eles pensam que nós somos árabes!" O melhor atesatado de que a ignorância mora mesmo do lado da maldade. |
| por Pablo Capistrano [21:55] |
| 18.3.06 |
| Marte sobre o mar |
| Quarta feira da Semana passada eu voltei mais cedo para casa. Trabalho à noite. Chego sempre depois das dez, mas na quarta estava voltando mais cedo pela via costeira e vi o planeta marte sobre o mar. Planetas costumam a dançar no vazio. Eles são as verdadeiras estrelas bailarinas de Nietszche (apesar de não terem luz própria). Quando um planeta aparece num céu escuro, solto sobre o mar, costuma a oferecer um quadro de uma beleza a um só tempo encantadora e terrível. Toda beleza tem, guardada em si, uma sombra de horror. A beleza é, antes de mais nada um motivo e um alerta. Um motivo que justifica qualquer dor e qualquer sofrimento da vida dos homens sobre a terra. Um alerta para quem costuma a viver distraído para a morte. O que inquieta na beleza é justamente o seu poder de desarme. A sua inexorável força de sedução. Um homem seduzido pela beleza do mundo é uma presa fácil para os rigores da vida. Desatento e desarmado, esse homem pode esquecer de que a experiência de estar vivo é o sinal de uma aventura perigosa, que exige atenção às coisas banais. Se eu fosse um boi ou um rato, talvez estivesse imune a beleza. Talvez não pudesse ser pego assim, de surpresa, por essas distrações do mundo natural, que nos fazem esquecer que precisamos estar atentos e fortes para sobreviver mais um dia. Existem homens que não tem o privilégio de ver a beleza. Eles estão imunes a seus riscos porque vivem na iminência da fome, da carência e da morte. Eles sobrevivem. Só sobrevivem. Estão imersos no fluxo do mundo e não conseguem perceber que o mundo os está levando consigo. Não tem o privilégio de saber que Marte está lá, sobre aquele escuro mar sem fim, dançando como a estrela bailarina de Nietszche. Estão imunes aos riscos e delicias da beleza. O mais inquietante acerca da beleza é saber se ela continuaria ali, se todos os homens, um belo dia, sumirem da terra. Já pensou nisso, amigo leitor? Se num amanhecer qualquer do tempo os homens desaparecessem da terra e Marte ficasse lá, sozinho, pairando sobre o mar? Ainda haveria a beleza? Se um quadro de Whistler (a ponte de Westminster de 1874, por exemplo) nunca mais fosse visto por nenhum ser humano, ainda sim, seria belo? O que inquieta, na beleza do mundo ou na beleza da arte, é a dúvida acerca de sua autonomia em relação ao olhar humano. Como um poema escrito por um autor desconhecido e guardado para sempre numa gaveta velha, sem nuca ter sido lido por ninguém. Essa é uma pergunta que nunca vai ter uma resposta, porque, no dia que for testada, não haverá ninguém para enunciar a solução do enigma. Mas uma outra pergunta se faz presente. Haveria vida humana se não houvesse a beleza (com tudo de maravilhoso e terrível que ela guarda)? Me atrevo a pensar que a vida que haveria, no dia do colapso da beleza, não seria, de todo, uma vida. Não haveria uma vida que pudesse ser simplesmente só vida. Porque, a despeito do rastro de sujeira que o homem deixa, estar vivo sobre um ponto de vista humano, não me parece, em absoluto, ser uma experiência meramente biológica. Seria uma enorme sacanagem se todo o humano pudesse ser definido como um movimento bioquímico, que se situa em algum momento de tempo entre o defecar e o respirar. Estar aprisionado pela beleza pode ser uma das justificativas para se acordar mais um dia e tentar se manter no mundo até o próximo crepúsculo. Pena que às vezes, o olho do homem morra com essa miopia infeliz que o faz ficar, a cada momento, mas parecido com o boi e com o rato. |
| por Pablo Capistrano [13:20] |
| 15.3.06 |
| Matando um cadáver |
| Ontem um jornalista aqui em Natal disse que a "Filosofia Morreu" como se estivesse descobrindo o Brasil, ha ha ha ha ha. Nunca vi ninguém tão animado matando um cadáver. |
| por Pablo Capistrano [10:14] |
| Opus Dei |
| Olha a Opus Dei aí, Gente! ouvi dizer que o Alkimin (?) era ligado a Opus Dei... Se for mesmo essa vai ser uma eleição muito interessante. como sou um estudioso de ciências mortas e linguas ocultas, gosto da idéia da missa voltar a ser em Latim. Talvez com isso a turma volte a estudar a lingua de Vírgilio no ensino médio. Agora, o ruim dessa história vai ser só o cheiro de carne queimada... |
| por Pablo Capistrano [10:06] |
| 10.3.06 |
| Lições do Tio Iggy |
![]() Iggy Pop veio ao Brasil no final do ano passado e foi entrevistado por Jonathan Shaw (a TRIP publicou na integra a entrevista). Para quem não sabe Iggy Pop é uma especie é uma criatura híbrida, metade lagarto, metade cacto de peyote. Um bicho que habita algum lugar entre a esfera dos idiotas e dos gênios. No final é um cara que faz um roqunrol protopunk bom para escutar quando você está com vontade de ficar louco e não tem como. Também dizem que ele vai doar o corpo para a ciência quando morrer, para que a moderna biologia da sociedade industrial estude como ele ainda está vivo, depois de ter passado pelos anos sessenta e setenta consumindo (e se consumindo) o que ele consumiu. Segue trechos das lições de Tio Iggy. (partes da tal entrevista da revista Trip). 1. Sabia que vinha o Sonic Youth, que tem um som mais cabeça, e sei que aqui existe o "intelectual-latino-americano-bem-protegido" (risos) em todo pais tem sempre um grupinho de gente com grau universitário que nunca é ameaçado... Pensei: "bem, se eles gostam do Sonic Youth, o que vai ser de nós?". 2. Bem, a tecnologia é geralmente melhor quando mal utilizada. No nosso caso o que aconteceu foi que pegávamos um riff extremamente simples, deixávamos algumas cordas abertas e, se você não souber tocar guitarra muito bem, uma amplificação grande vai gerar harmônicos ao acaso que vão soar como uma raga extremamente complicada, tocada por um grande mestre indiano. 3. Eu fazia coisas... Exemplo, depois que consegui montar uma casa para tentar fazer nossa música, eu tomava ácido, ligava um órgão elétrico e ficava com os pés no teclado por oito horas direto. Os pés em cima da porra das teclas, sem mexê-los, nem precisava, porque estava tudo se mexendo, saca? Então passei por toda essa merda idiota... Lembro uma vez que tínhamos fumado DMT e eu vi um Buda enorme, rico em detalhes, no teto da casa. Me dei conta que ele não estava lá de verdade, mas percebi que era detalhado demais, muito mais do que minha mente teria capacidade de imaginar. Pensei que aquela deveria ser minha mente superior, ou inferior e disse: "Tenho que tirar as roupas". Estava morando com três caras jovens, minha banda, e eles não ligavam: "Ele tem que tirar a roupa". Então eu fiquei pelado por um ano (risos)... 4. Acredita em Deus? Gosto de um monte de deuses, o deus da xícara de café, o deus da mulher gostosa, deus de todas as coisas. Tem uma palavra para isso... politeísta, é isso, sou politeísta. 5. A bateria eletrônica é a rigidez que não deixa espaço para a música respirar... Não acredito que essa música vá proporcionar melhoria de vida para seus acólitos para sempre, nem que terá vida longa. Daqui a uns 20 anos, as pessoas não vão continuar ouvindo coisas do tipo Fight for Your Right (to Party) com noção de como é retrógrado... Não. Em última análise vaia acontecer o mesmo que aconteceu com Roma; a civilização aprendeu a tecnologia militar e dominou o mundo. Aí seus filhos queriam ser mais sofisticados, se educaram e pegaram tudo emprestado da Grécia. Então, no apogeu daquela civilização, um bom escultor romano conseguia fazer uma imitação de uma estátua grega em pedra, mas, com o declínio daquela civilização e com a descoberta do concreto, no final ninguém conseguia fazer merda nenhuma de estátua! É nisso que estamos chegando. Ninguém consegue escrever uma bosta de música decente porque estão todos ocupados demais... já eu ainda gosto de compor uma canção decente mas, provavelmente, estou velho demais para isso.... 6. O pior foi um repórter cuzão que eu acho que estava querendo bancar o espertinho inventando uma "amiga" imaginária, para que ele pudesse ser o advogado do diabo. Bem baixo, mesmo. Ele disse: "Sr. Pop (risos, enquanto imita um sotaque de um brasileiro de classe média, excessivamente formal, falando inglês), tenho uma amiga que foi ao seu show e ela diz que o senhor se transformou em uma parodia de si mesmo tentando fazer tudo o que a platéia espera que faça. O que o senhor teria a dizer?", "manda sua amiga se foder!", foi minha resposta. |
| por Pablo Capistrano [06:38] |
| 4.3.06 |
| Coexistência |
Kurt Cobain costumava a chamar Bono Vox de priest (padre), num sentido irônico de pregador. Um sujeito que usava sua música para catequizar, orientar, guiar o público. Não existem figuras mais díspares no mundo pop do que Cobain e Bono. O primeiro se recusou terminantemente a aceitar o papel de porta voz de sua geração e se entupiu de heroína até morrer, o segundo aceita com prazer esse papel e ainda monta sobre ele para construir sua imagem e se manter vivo num universo selvagem, no qual celebridades se sucedem numa velocidade fotônica. O U2 é uma banda de fases bem definidas. Começaram no ambiente punk do final dos setenta e começo dos oitenta com uma forte proposta de atuação política. Cederam ao catolicismo étnico da Irlanda e construíram um dos discos religiosos, mas importantes da história do rock (The Joshua Tree). Depois desconstruiram sua imagem religiosa com um mergulho sarcástico e escandaloso no universo da cultura de massas, da música eletrônica e do Pop descartável. Na virada do milênio começaram a buscar as formas fundamentais de sua música num retorno ao som básico que os produziram e agora, no meio desse mundo pós-iluminista e pós-pós-moderno (para usar um apelido sacana), voltam a flertar com o pacifismo político de seus primeiros discos. Se você me perguntasse amigo leitor, qual dos dois shows globais que eu gostaria de ter ido (o do Rolling Stones ou do U2) eu responderia sem titubear. Os Stones fizeram coisas boas nos anos sessenta, mas depois viraram uma tediosa caricatura de si mesmos. O U2 não. Os irlandeses conseguiram mudar ao sabor das variações de vendas dos seus discos. Mudaram para continuar os mesmos. Isso faz com que a angústia criativa fortaleça o trabalho, e mostra que, antes de se acomodar numa fórmula batida, um artista tem mesmo é que ousar enfrentar as próprias referências e saber voltar a elas quando necessário. Assisti o Show pela TV e gostei do fato da Globo ter posto legenda em algumas músicas. É preciso entender o que o padre diz para a missa fazer efeito. Na minha opinião, a melhor mensagem surgiu no meio de Sunday Bloody Sunday. Um hino de inconformismo contra a violência religiosa que tomava conta de católicos e protestantes na Irlanda dos setenta. Uma canção extremamente atual. A idéia de usar os três símbolos das religiões monoteístas (o crescente mulçumano, a estrela judaica e a cruz de cristo) formando a palavra ?coexista?, foi um índice simples, direto e eficaz. Mas também o clamor, no meio da liturgia, pelas conseqüências da obra de Abraão foi muito mais significativo. "Father Abraham, what have you done?" Essa é a grande pergunta. O que significa essa herança? Qual o sentido dessa marca monoteísta que constrói a guerra entre filhos de um mesmo pai ancestral? Sinto tremores de pavor diante do crescente ambiente de intolerância religiosa. Vacilo quando sinto o cheiro dos fornos, das máquinas de tortura, da carne queimada nas fogueiras da fé, dos assassinatos seletivos, das bombas. Moro longe de Jerusalém. Num país que me ensinou a ser indefinido. Num país que me ensinou a ser qualquer coisa. Num país que me brindou com o ônus e o bônus de não ter uma compreensão exata da religião de meus ancestrais. Num país cujas tribos se dissolveram e se misturaram. Mas sinto esse cheiro de longe. O cheiro de um mundo no qual a verdade de uns é a desgraça dos outros. A verdade trás problemas terríveis para a coexistência. Se o problema da verdade fosse apenas encontrar o lugar no qual ela se esconde, as coisas seriam mais fáceis. Se fosse apenas de identificar em qual templo, em qual boteco, em qual tribunal, prostíbulo ou campo de futebol mora a verdade, as coisas seriam bem mais simples. Mas o problema da verdade é o que fazer com ela quando nós a encontramos? Hoje, é esse o maior dilema dos descendentes (reais e imaginários) de Abraão. |
| por Pablo Capistrano [16:18] |
| Vivo ainda |
| Voltei vivo do carnaval!!!! sobre a viagem só tenho a dizer: Bagdá continua linda, apesar das bombas. |
| por Pablo Capistrano [16:16] |
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