| 30.9.06 |
| Trilha Sonora para uma eleição |
| Não sei o porquê, mas hoje acordei com essa música do Mautner na cabeça. "a bandeira do meu partido é vermelha de um sonho antigo cor da hora que se levanta levanta agora, levanta a aurora! leva a esperança, minha bandeira tu és criança a vida inteira toda vermelha sem uma listra minha bandeira que é socialista! estandarte puro da nova era que todo mundo espera e espera coração lindo do céu flutuando te amo sorrindo te amo cantando! mas a bandeira do meu partido vem entrelaçada com outra bandeira a mais bela, a primeira verde amarel a bandeira brasileira!" viva Heinrich Heine! |
| por Pablo Capistrano [12:23] |
| 26.9.06 |
| CONVITE |
| Olá todo mundo. Dois eventos importantes na semana que vem. quem puder dar uma passadinha na UFRN não deixe de prestigiar. PRIMEIRO: XIV Semana da Humanidades do CCHLA ? UFRN A Constituição e a Filosofia: Como os Juízes Podem Ser Filósofos Mesa-redonda 1. Local: CCHLA, Auditório "B". 2. Data: 06.10.2006 às 14h. 3. Título: A Constituição e a Filosofia: como os juízes podem ser filósofos. 4. Resumo: A mesa-redonda em questão tem por objetivo discutir como os tribunais superiores brasileiros levam em consideração argumentos estritamente filosóficos para impor condutas no mundo prático. Discutir-se-á, portanto, se há um tipo específico de filosofia prática aplicada ao direito ou se, do contrário, o que os tribunais levam em consideração não pode corretamente ser entendido como uma manifestação genuinamente filosófica. 5. Coordenador: Prof. Dr. Tassos Lycurgo (www.lycurgo.org) 6. Debatedores: Prof. Dr. Tassos Lycurgo ? Professor da UFRN e Advogado. Prof. Ms. Telêmaco Jucá ? Assessor do TRT da 21ª Região. Prof. Ms. Morton Faria Medeiros ? Professor da UFRN e Promotor de Justiça do RN. Prof. Ms. Pablo Capistrano ? Professor da FARN. Prof. Ms. Jorge Aquino ? Professor da FCC. Prof. Ms. Lívio Oliveira ? Procurador Federal. SEGUNDO: caros amigos e caras amigas: relembro que o livro de todos nós CLARÕES DA TELA será lançado no dia 5 de outubro, no centro de convivência da UFRN, campus de natal. as atividades de lançamento se iniciarão às 14 horas daquele dia (exibição de filmes, apresentação de músicas) e culminarão, às 17 horas, com o lançamento propriamente dito. a presença de todos os autores do livro e de convidados será muito importante. simultaneamente, estarão ocorrendo outros lançamentos de livros, parte da feira de ciências e tecnologia que a UFRN estará promovendo - CIENTEC. abraços para todos: marcos silva. |
| por Pablo Capistrano [16:02] |
| 16.9.06 |
| Diários de Jack |
![]() Ouvi um dia uma fofoca literária envolvendo o Truman Capote. Ele teria dito que Jack Kerouack não escrevia, apenas datilografava. Um trocadilho bobinho envolvendo a palavra write e a expressão type-write. Essa desconfiança em relação a geração beat parece sempre ter rondado o mundinho acadêmico. Afinal de contas não parecia de bom tom imaginar, nos anos cinqüenta do século passado que um grupo qualquer de hipsters, fumadores de maconha, gays adoradores de jazz e toda uma geração de vagabundos e ex- presidiários pudessem entrar no templo sagrado da alta literatura. Mas surge então a pergunta: o que constitui um escritor? Que tipo de experiência, divina ou demoníaca poderia instigar num homem o impulso de escrever? Há uma confusão muitas vezes recorrente entre a vida literária e a literatura. Muita gente pode até pensar que uma "vida literária" pode ser o caminho para se produzir uma literatura forte. Mas não existem fórmulas para os grandes escritores. Nada que não esteja centrado no binômio "leitura-escrita". O esforço para se produzir um bom trabalho é tão particular, que não se pode pensar num modelo de vida que te leve, como numa carruagem de fogo, até o templo da deusa, para que você roube, num momento de desatenção, as chaves para se fazer uma obra. Lendo os Diários de Jack Kerouack (1947-1954) a gente pode ter uma idéia mais ou menos clara do tipo de esforço e da natureza do trabalho de um escritor. Numa Terça Feira, dia 11 de Novembro de 1947 Kerouack escreve: "Essa noite vou escrever muito bem e amar muito bem e estrangular essa loucura. Estou sentindo na carne essas malditas mudanças de intenção, as mãos ensangüentadas, e vou jogá-las aos ventos, assim. Eu desafio o que quer que venha a mim em horas como essa para me olhar nos olhos, eu desafio pela propriedade de meu ser; - talvez pela variedade. Oh, sim, sei que nunca deveria ter sido um escritor, não é da minha natureza, mas vamos ver isso no final. 2000 palavras esta noite". A obsessão por contar palavras aparece o tempo todo nesses diários escritos no período em que Jack tentava concluir seu primeiro romance The Town and The City. Um épico familiar americano sob influência de Tomas Wolfe. Como se Jack tentasse medir o alcance da sua literatura pela intensidade e quantidade de seu trabalho como escritor. Todos os pesadelos, todos os sonhos, toda euforia e frustração. Todo esforço e todo gozo, toda dor e toda a alegria de se jogar contra as palavras emergem desses diários. Um painel sincero e amplo, sem maquiagens nem fantasias. The Town and The City foi um fracasso de vendas (apesar das boas críticas que recebeu) e Keouack passou quase uma década tendo seus originais rejeitados pelas editoras até concluir On The Road, seu livro mais famoso. Curioso é que foi com esse segundo livro que Keroauck foi imediatamente catapultado ao status de uma celebridade literária e foi justamente a partir desse estado de reconhecimento público que a depressão que iria destruí-lo começou a se instalar. Isolado na casa da sua mãe, Kerouack escreveu mais de uma dúzia de livros, poemas, cartas, diários. Alguns considerados bem melhores do que On The Road. Ao contrário de outros representantes da geração Beat como Ginsberg e Corso; Kerouack não conseguiu lidar bem com a imagem pública de escritor. Não suportou o peso do personagem que construiu para si mesmo e aprendeu a duras custas que a euforia do fazer literário tem suas misérias. Sua relação profundamente espiritual e particular com o trabalho de "datilografar" palavras esgotou seu corpo e seu espírito. Num mundo de celebridades, onde muitas vezes a vida literária sufoca a literatura, soa como um aviso o apelo que ele faz a Deus: "Atinja-me, e eu vou soar como um sino!". PS.: "o mundo não é tão complexo e demoníaco como nós escritores tentamos fazê-lo". J. Kerouack (1947) Keep on road! |
| por Pablo Capistrano [12:28] |
| 12.9.06 |
| Santa maria estrela do dia |
| por Pablo Capistrano [11:35] |
| Douro, rio do norte - terra celta |
| por Pablo Capistrano [11:30] |
| Cabo da Roca - a Europa acaba aqui |
| por Pablo Capistrano [11:23] |