| 28.9.08 |
| Mefisto SA |
![]() Dizem que Goethe, um dos mais impressionantes autores da literatura universal, passou sessenta anos da sua vida dedicado a produzir o Fausto, sua obra mais significativa. Não é a toa que, quando acabado, esse imenso poema dramático (que se encenado em sua totalidade obrigaria os espectadores a passar mais ou menos oito horas sentados em um teatro) apresente 12109 versos. A história começa quando Fausto, já idoso, trancado em seu quarto bolorento, cercado por livros que nunca vai ler, envolto em uma dolorosa reflexão sobre a sua própria vida, percebe que desperdiçou seu tempo na terra. "Filosofia, leis, medicina, teologia até, com pena eu digo. Tudo, tudo estudei com vivo empenho! E eis-me aqui agora, pobre tolo, tão sábio como dantes!". È terrível para Fausto perceber que dedicou a vida aos estudos e que continua tão ignorante das verdades profundas do mundo quanto quando era uma criança, e pior, até aquele momento sem comer ninguém! (desculpe mais, segundo Harold Bloom, a conotação é mesmo essa). Contaminado pela angústia de uma pulsão sexual reprimida e pela vida que se esvai, Fausto recebe a visita de Mefistófeles, um diabinho vagabundo, muito diferente da figura heróica do Satã (presente no poema de John Milton, "o paraíso perdido"). Mefisto é um bedel e se propõe a ser escravo de Fausto e realizar todos os seus desejos, com a condição de, quando Fausto estiver definitivamente satisfeito, deixar que sua alma seja levada para o quinto dos infernos. Fausto aceita o pacto e a aventura começa. Mefisto o rejuvenesce e reconstrói sua pulsão sexual, inserindo-o em seu universo mágico de desejos. Assim Fausto, desvirgina uma menina de quatorze anos, participa de duas raves muito loucas uma com as bruxas góticas e outra com todo o panteão de deuses da antiguidade clássica (a famosa cena da "Noite de Walpúrgis"), onde se esbalda em um festim de prazeres sexuais, etílicos, gastronômicos e espirituais inimagináveis, viaja pelo mundo, casa com Helena de Tróia, tem um filho com ela, e depois de um imenso desvario junto com seu fiel diabinho, vira construtor (se fosse hoje, com certeza ele teria virado mega investidor da bolsa). No fim, depois de ter alterado a face do planeta com suas obras monumentais, o nosso anti-herói morre, e para a frustração de Mefisto, ainda é ajudado por uma Mater Piedosa, que se recusa a permitir que sua alma vá ao inferno por um motivo radicalmente simples: Fausto experimentou todos esses desejos, prazeres e aventuras, mas nunca se satisfez. Se o mercado de ações tem um padroeiro esse deveria ser o Fausto de Goethe e se os bancos de investimento tivessem um, deveria ser o Mefisto. Na atual crise financeira os bancos, essas velhas e conhecidas casas de agiotagem legalizada, instigaram milhares e milhares de norte americanos de classe média a assinar seu pacto faustico com os próprios sonhos de consumo e financiarem seus imóveis através de uma alucinada e irresponsável rede de crédito. Depois, esses mesmos bancos, usaram os papeis desses financiamentos para especular com o crédito, o dinheiro e a vida alheia. Sem nenhuma preocupação a não ser ganhar suas porcentagens e suas comissões, esses bancos levaram um milhão de cidadãos norte americanos a perder suas casas, suas economias e sua dignidade. Hoje, nas periferias dos EUA, famílias que antes viviam em grandes casas de classe média, adquiridas com o dinheiro da ciranda financeira se amontoam em trailers em estacionamentos alugados. Geralmente essas são pessoas de baixa renda que foram tentadas pela facilidade do crédito, assim como Fausto foi tentado pelas facilidades de Mefistófeles e seguir a linha reta de seu próprio falo. A situação é tão grave que Nicolas Sarkosy (que não tem nada a ver com a dita esquerda) já anuncia a necessidade de uma regulamentação dura do mercado e o ministro da economia italiana Guido Tremonti (conhecido defensor do dogma neo liberal) anunciou: "o mercado, a ideologia totalitária inventada para governar o século XXI, demonizou o Estado e quase tudo o que era público ou comunitário, colocando-se como soberano, em posição de dominar todo o resto. Agora, não se pode mais dizer que era a linha justa, a única possível". Pois é velhinho. Esse é seu mundo. Como diria Brecht: "o que é um assalto à banco, diante de um banco?". |
| por pablocapistrano [11:50] |
| 20.9.08 |
| A Culpa é do Karl Marx |
![]() 18 de Setembro de 2008. Desculpe se você é eleitor do PSTU, mas eu preciso te dizer: quem salvou o capitalismo foi Karl Marx. Pois é. Na verdade tudo começou quando Adam Smith (Um escocês narigudo que no século XVIII andou escrevendo uns livros sobre economia) desenvolveu a desvairada idéia de que se os governos deixassem o mercado livre, com o mínimo de regulamentação possível, as crises cíclicas que assustavam os capitalistas, tenderiam a ser menos intensas e com uma distância maior de tempo entre elas. Ora, qualquer surfista sabe que quando a distância entre a crista da onda e sua base diminui e o intervalo entre uma onda e outra aumenta, o mar fica ruim. A onda vira marola e é melhor botar a prancha debaixo do braço e voltar para casa. Na verdade era isso que o Adam Smith estava tentando fazer. Convencer a humanidade que o mercado era racional e que, com o passar do tempo, deixando esse mercado solto, livre, leve e bem à vontade, as coisas iriam se equilibrar e o mundo seria uma maravilha, com os preços caindo e os salários aumentando. Marx percebeu justamente que essa idéia iria levar a um colapso do sistema produtivo e ficou bastante animado com as perspectivas a ponto de produzir um dos elogios mais significativos da classe burguesa no seu famoso Manifesto Comunista. Marx sacou que a idéia de Smith era uma bobagem e que iria levar o capitalismo a bancarrota em uma crise sem precedentes. Um imenso tsunami financeiro que levaria a economia dos países e permitira a tão sonhada revolução operária. Por isso Marx resolveu se antecipar e escrever logo o necrológio da classe burguesa (o Manifesto Comunista). O problema é que Marx fez o elogio fúnebre antes do moribundo esticar as pernas. E pior, ele mostrou os mecanismos econômicos, políticos e filosóficos que iriam levar o sistema burguês ao falecimento. Então, em 1929, quando o capitalismo parecia que ia mesmo pro caixão como Marx havia previsto (em seus momentos de maior comoção e fúria divina, quase como os bons e velhos profetas judeus anunciando o Messiah na porta do Santo dos Santos em Jerusalém), Keynes apareceu na jogada e demonstrou que a idéia de Smith era realmente uma bobagem e que se o mercado ficasse solto, livre e leve, as crises cíclicas do capitalismo iriam aumentar de intensidade e o intervalo de tempo entre elas iria diminuir. Justamente o inverso do cálculo do Smith. Pronto. Agora era a hora de tomar medidas para evitar que o tsunami levasse embora a economia de mercado. Daí apareceu esse tal de Estado, para pagar a conta do prejuízo da farra financeira, justo com o dinheiro do contribuinte. A lógica é simples: quando é para lucrar a gente privatiza, quando é para pagar a conta, a gente usa o dinheiro dos impostos e estatiza. Nem bem um século se passou e o cadáver de Adam Smith, retirado de seu caixão escocês pelos boyzinhos de Milton Friedman volta a fazer seu estrago. Dos quatro maiores bancos norte americanos, dois já pediram penico e parece que os outros não estão muito longe disso. O FED faz os cálculos e percebe que talvez não haja dinheiro no caixa do Estado para pagar todas as contas e segurar o rombo do mercado livre. De Janeiro até agora os norte americanos já perderam mais de 600.000 postos de trabalho. O mercado imobiliário dissolveu-se e quem tinha dinheiro em bolsa está lotando os consultórios psiquiátricos e as igrejas pentecostais para pedir auxílio ao espírito santo. Mas, calma, calma, não se anime, o capitalismo não vai acabar, afinal Keynes, depois de ter lido Marx, já mostrou qual é o caminho para reanimar o paciente em estado comatoso e a turma sabe como fazer quando a bolha estoura. Chama o Estado que ele resolve. Tá vendo! Tudo culpa do Karl Marx, esse porco capitalista! |
| por pablocapistrano [17:52] |
| 15.9.08 |
| Amor supremo amor |
![]() Em 1957, enquanto ainda tocava com o quinteto de Miles Davis, John Coltrane, teve um despertar espiritual. Reza a lenda que, durante uma apresentação, em meio a um solo de sax, Coltrane teve uma visão e parou de tocar. Congelou diante do vazio e não conseguiu voltar à apresentação. Após essa experiência, abandonou a heroína, formou seu próprio quarteto de Jazz com McCoy Tyner no piano, Jimmy Garrison no baixo e Elvin Jones tocando bateria. Em 1964, mais precisamente no dia 09 de Dezembro em um estúdio de Nova Jersey, um Coltrane renascido, junto com seu quarteto, produziu uma das peças musicais mais espantosas do século XX. A Love Supreme nem de longe se parece com um desses discos "gospels" que povoam as prateleiras eletrônicas das lojas evangélicas na internet. Se Coltrane não tivesse escrito um longo texto, contando a história de seu despertar e explicando as quatro partes de seu disco como uma tentativa de dizer "obrigado Deus", provavelmente ninguém iria reconhecer ali uma peça de arte sacra. Não sei se você gosta de Jazz, eu particularmente demorei a gostar. Das coleções de discos de vinil que meus pais tinham em nossa casa no bairro do Mirassol, na zona sul de Natal, lembro que os discos de Jazz permaneciam sempre intocados. Eu só ouvia música erudita, MPB, alguma coisa de música do tempo das cruzadas (minha predileta na infância) e o bom e velho roquenrol, mas quando o negócio era Jazz eu pulava. Não conseguia entender aquele tipo de música e só depois de velho é que tive a chance de abrir meus ouvidos para o imenso universo estético dessa experiência radicalmente moderna, talvez, a mais importante contribuição dos Estados Unidos para a cultura humana. Mas o que há de tão especial em A Love Supreme? Geralmente o Jazz trabalha em um sistema de bases rítmicas, harmonias complexas e solos. O que acontece é que a bateria, o baixo e o piano se acalmam quando o sax ou o trumpete aparecem, e esse mesmo sax e esse mesmo trumpete, educadamente silenciam quando o piano resolve voltar para improvisar um tema. O Jazz é uma conversa de instrumentos onde cada um, democraticamente, tem sua oportunidade de se manifestar. Mesmo nas orquestras de Jazz, como na de Benny Goodman ou de Duke Ellington, esse preceito democrático é sempre respeitado. Mas há algo diferente ocorre em A Love Supreme. Em alguns momentos, no meio da improvisação, em duas ou mais seqüências simultâneas de melodias diferentes tocadas pelo piano e acompanhadas pelo baixo ou pela bateria, algo acontece. O sax de Coltrane surge enchendo o ambiente com uma tessitura sonora que não se curva, que não se divide, que não se contém. Os instrumentos não silenciam em A Love Supreme. Baixo, bateria, piano e sax falam ao mesmo tempo línguas diferentes, criando em um mesmo instante de música, o igual e o diverso, o uno e o múltiplo, o muito e o um, como se melodias díspares pudessem, de modo misterioso, construir uma indestrutível harmonia. O que o quarteto de Coltrane fez naquele dia 09 de Dezembro de 1964 foi oferecer, em forma de música, não um simples canto de amor ou agradecimento à Deus por algum beneficio obtido. Coltrane não entende que Deus seja um corretor de imóveis ou um vendedor de carros para sair por ai agradecendo a Ele porque conseguiu comprar uma Pajero nova ou completar o financiamento de um apartamento de dois quartos. Isso acontece porque não há linguagem verbal que possa reter a experiência mística. Não há doutrina escrita, palavra instituída, forma verbal, nem gênero de escritura que retenha a sensação de ter presenciado o sagrado em seu próprio corpo, na sua própria mente. É por isso que os velhos sábios do budismo zen afirmavam: "não tente deter o espírito, mas deixe tudo tal como é... as coisas apresentar-se-ão como vem e desapareceram como vão. Eventualmente, o espírito claro e vazio acabará por se manter durante muito tempo". Coltrane nos oferece uma visão de Deus em forma de música e nessa visão, misteriosamente, a tradição de um Deus único se mistura com a idéia de multiplicidade. No som de Coltrane, Deus é um e é muitos. O grande espanto de sua visão reside no estranhamento diante de um dado: como é possível que de partes tão distintas, de melodias tão diferentes, de formas tão heterogêneas, possa surgir tão espantosa harmonia? O amor que Coltrane transformou em música no seu disco mais aclamado é um amor diverso daquele que nos acostumamos a ver nas telenovelas. Não é um amor de desejo, nem um amor de vontade. Não é aquele amor que adoece a alma dos jovens, criando uma dependência química da presença do outro, tão intensa e doentia que acaba se transformando o amor, com o tempo, em solidão e angustia. O amor, supremo amor, de Coltrane é a expressão de uma experiência de totalidade e de integração. A música que emerge desse amor é uma música absoluta, completa e plena, que preenche todo o espaço sem ser sólida, que invade o ambiente sem feri-lo. Uma música inexpugnável, sendo leve; densa, sendo solta; ampla sendo extremamente exata. Esse é o amor que demora em sua rapidez, que une quando divide e que preenche, justamente quando nos deixa vazios. Talvez eu esteja ficando velho ou louco, obcecado por anjos e por sonhos estranhos infestados de sinais, mas o fato é que às vezes eu penso que as lições sobre Deus que eu tive ouvindo Coltrane ultrapassaram em muito a leitura de todos esses livros que guardo nessa biblioteca empoeirada que eu trago na cabeça. |
| por pablocapistrano [08:26] |
| 7.9.08 |
| Diante da vida |
![]() Me espantei, quando vi, essa semana, na edição de Agosto da versão brasileira do Le Monde Diplomatique, a capital do meu estado entre as quinze metrópoles do país. Nunca imaginei que Natal fosse algum dia, aparecer no mapa, acostumado que eu estava em morar em uma fazenda às margens do atlântico, agora tenho que me acostumar em viver numa metrópole, com tudo de bom e de ruim que nasce dessa palavra. Talvez seja por isso, por essa palavra, por esse conceito, que haja tanta gente na minha cidade que anda apresada, voando pelas ruas em um ritmo muito pouco usual. Isso me faz lembrar uma história. Um dia um mestre zen entrou em uma aldeia e espantou-se ao ver as pessoas apresadas, correndo de um lado para o outro. "Aonde vocês estão indo com tanta pressa" ? ele perguntou assustado. "ganhar a vida", "ganhar a vida" ? todas respondiam como se tivessem ensaiado uma mesma resposta. "E por que vocês acham que a vida está diante de vocês?" ? perguntava o mestre. ? "Talvez ela, é que esteja correndo atrás de vocês e não consiga alcançá-los". Correr atrás da vida é um contra senso, porque, de um modo ou de outro ela está em todo lugar e, na maioria das vezes, quando a gente corre, a gente se afasta dela. Mas esse é um padrão fundamental da consciência de nosso tempo. Hoje, minha cidade vive um tempo onde os espaços estão sendo comprimidos. Quanto menor o espaço e maior a quantidade de gente mais difícil fica de se movimentar. Essa é a equação da metrópole. É difícil se mover em uma grande cidade porque há muita coisa em pouco espaço. Essa lógica do muito e do reduzido, esse sentido de um universo de coisas em um quarteirão é a lógica que paralisa o mundo desenvolvido e que faz com que as pessoas sintam essa intransponível vontade de correr. O tipo de consciência que emerge de um mundo como esse é sensivelmente distinta da consciência que nasce de um mundo mais largo e vazio. Quando nos deparamos com espaços amplos, nossa consciência se amplia e o barulho do nosso próprio discurso interior, muitas vezes, pode encontrar um fim. Não sei se você já viu um jardim zen... sim... você deve ter visto alguma coisa com esse nome na loja de abajus, ou no escritório daquele decorador que você contratou para tornar teu ambiente doméstico menos esquizofrênico. Mas esses "espaços zens" que a gente vê por aqui, na maioria das vezes, são apenas lugarezinhos com areia e algumas pedras e talvez um cacto ou outro para dar uma "regionalizada", sem nenhuma função a não ser a decorativa. Um jardim zen, trabalhado continuamente por um mestre espiritual de alguma tradição doutrinaria derivada dos ensimanetos do Senhor Buda, é uma experiência de consciência. A disposição da areia e das pedras deve ser posta de modo a fazer com que, em um espaço reduzido, esteja presente, de forma inexorável a sensação de amplidão. Esse tipo de espaço espelha a prática do próprio mestre que o constrói. Porque a idéia é fazer com que a partir de minha própria consciência, de minha própria cadeia minúscula, do meu próprio lugar, nesse mundo gigantesco, o infinito possa encontrar sua expressão mais significativa. Vivemos em caixas apertadas, em espaços congestionados, em lugares apinhados de gente que corre, transpira e faz barulho. Vivemos em um espaço ordenado pelas necessidades biológicas do homem, por sua demanda por bens de consumo, por sua sede de aquisição de coisas, que nos enchem e nos atulham a cada dia. Vivemos cercados por objetos inúteis que tem um imenso valor econômico e que limitam nosso espaço, condicionando o movimento da nossa conseqüência, nos obrigando a acelerar, acelerar, acelerar e acelerar para fugir daquilo que nos assusta e que nos encobre. Das tradições da espiritualidade oriental duas nos ensinam o modo como é possível evitar a armadilha que a consciência cotidiana nos impõe. O hinduismo, religião fundamental de qual se desdobrou a doutrina do Senhor Buda, aponta para a necessidade de se manter atento para o que se passa no íntimo. Um foco em uma permanente concentração nos objetos internos, na respiração, nos próprios pensamentos que muitas vezes nos dominam e nos lançam de modo selvagem na pressa do mundo. O budismo, provavelmente a primeira grande religião universal da humanidade (se é que se pode considerar o budismo uma religião), especialmente na sua vertente zen (japonesa e chinesa) nos ensina um caminho diverso que nos leva ao mesmo lugar: dirigir uma atenção mais fluída a todos os objetos do mundo, para que a gente possa desfocá-los e libertar nossa visão da escravidão que as coisas nos impõe. Nosso jardim urbano é uma construção oposta a um jardim zen. Em nosso espaço reduzido, não há lugar para o vazio. Em uma metrópole o vazio não existe porque há gente demais, casas demais, prédios demais, carros demais, placas demais, luzes demais, signos demais. Isso perturba, ah como perturba. Só que viveu em uma fazendinha iluminada entende o que eu estou falando. Meus colegas de experiência humana andam muito concentrados no corre-corre do mundo. Eles têm pressa e se movem velozmente de um lado a outro da cidade, com seus carros velozes, com seus olhares tensos, suas passadas rápidas, seus telefones moveis, seus notebooks constantemente conectados, com sua mente cheia de barulho. Eles estão em todo lugar e talvez até você, seja um deles também. Correndo atrás da vida, meus colegas de espécie não conseguem perceber que na verdade, estão correndo diante dela. Não percebem que estão passando junto com ela e que, provavelmente, quando ela acabar, eles irão junto, sem ter tido a mínima idéia do que vieram fazer por aqui. |
| por pablocapistrano [22:17] |