<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Pablo Capistrano ////////////// &#187; Poesia e Pensamento</title>
	<atom:link href="http://www.pablocapistrano.com.br/category/poesia-e-pensamento/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.pablocapistrano.com.br</link>
	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Feb 2012 17:43:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Um sorriso para a morte</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/11/07/um-sorriso-para-a-morte/</link>
		<comments>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/11/07/um-sorriso-para-a-morte/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 20:22:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia e Pensamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pablocapistrano.com.br/?p=1589</guid>
		<description><![CDATA[&#160; “a morte é uma ameaça que se aproxima de mim como um mistério” – escreveu Emanuel Lévinas.   &#160; A ambiguidade da morte reside justamente no fato dela ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pablocapistrano.com.br/2011/11/07/um-sorriso-para-a-morte/buda-sorrindo-2/" rel="attachment wp-att-1590"><img class="aligncenter size-full wp-image-1590" title="Buda Sorrindo 2" src="http://www.pablocapistrano.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Buda-Sorrindo-2.jpg" alt="" width="354" height="492" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">“a morte é uma ameaça que se aproxima de mim como um mistério” – escreveu Emanuel Lévinas.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">A ambiguidade da morte reside justamente no fato dela ser algo absolutamente previsível e, ao mesmo tempo, algo completamente misterioso.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Mas o mistério da morte anda junto com o mistério do tempo.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Se pensarmos no tempo como um conceito, uma ideia, podemos inclusive cogitar a sua inutilidade para uma explicação cientifica qualquer de mundo, ou mesmo para sua inconsciência ontológica. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Mas nos libertamos dele implica redimensionarmos a nossa própria temporalidade.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Na consciência o tempo aparece pra gente na forma de uma tempestade, que arrasta os fragmentos do nosso presente para um passado em ruinas e nos empurra velozmente em direção a um futuro desconhecido.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Essa é a consciência trágica do mundo que Benjamim extraiu da observação do <em>Angelus Novus </em> de Paul Klee.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Mas uma outra temporalidade é possível.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Um outro movimento de horizontalidade e simultaneidade temporal que nasce no momento em que conseguimos mergulhar nossa consciência no silêncio. </span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Quando o fluxo do pensamento congela, o tempo se abre como uma lótus de mil pétalas.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Quando os movimentos da mente são suspensos, quando a identidade da mente com seus objetos ou com o discurso que constrói esses objetos é suspenso por um instante, o instante se torna tudo aqui ao mesmo tempo agora.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">O resultado dessa nova temporalidade é uma outra percepção da morte. Um dimensionamento novo da vida. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Um estranho e desconcertante estado de humor, a partir do qual o riso, é a consequência inevitável. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Não o riso do cômico, do ridículo, do burlesco, do grotesco.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Não rimos do mundo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">Sorrimos com o mundo.</span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/11/07/um-sorriso-para-a-morte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um anjo para o tempo</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/10/10/um-anjo-para-o-tempo/</link>
		<comments>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/10/10/um-anjo-para-o-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 15:11:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia e Pensamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pablocapistrano.com.br/?p=1556</guid>
		<description><![CDATA[&#160; &#160; Emanuel Lévinas escreveu: &#160; “os mortos não enterrados nas guerras e nos campos de extermínio nos fazem crer na ideia da morte sem um amanhã seguinte e tornam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pablocapistrano.com.br/2011/10/10/um-anjo-para-o-tempo/angelus_novus-paul-klee/" rel="attachment wp-att-1557"><img class="aligncenter size-full wp-image-1557" title="angelus_Novus Paul Klee" src="http://www.pablocapistrano.com.br/wp-content/uploads/2011/10/angelus_Novus-Paul-Klee.jpg" alt="" width="346" height="426" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Emanuel Lévinas escreveu:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“os mortos não enterrados nas guerras e nos campos de extermínio nos fazem crer na ideia da morte sem um amanhã seguinte e tornam tragicômica nossa preocupação com nós mesmos e ilusória a pretensão do animal racional de ter uma vida privilegiada  no cosmos e o poder de dominar e integrar a totalidade do ser em uma auto consciência”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bem, é claro que ele estava falando do Holocausto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas não falou apenas do Holocausto patrocinado pelo nacional socialismo e sim de todos os holocaustos da humanidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No seu livro <em>Totalidade e Infinito </em>o velho judeu tenta dar uma resposta a Heidegger.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A temporalidade que Heidegger nos apresenta em Ser e Tempo é uma temporalidade parcial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma temporalidade sincrônica. Na qual o tempo objetivo dos relógios é apreendido pelo Eu como um fluxo, ou a abertura de um campo de possibilidades na qual o presente é experimentado e percebido, o passado é lembrado e o futuro, predito a partir da experiência do presente e da memória do passado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa é uma temporalidade na qual o Eu se põe com juiz absoluto do mundo. Construtor e guia do real. Edificador do universo em forma de consciência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas existem outras formas de se apreender a inquietante pedagogia do tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tempo pode ser diacrônico. O Eu se relaciona com aquilo que não pode ser construído pela sua própria experiência consciente. Não é dado a ninguém a faculdade de se ter acesso a totalidade do seu próprio passado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O passado só nos aparece enquanto ruina, fragmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do mesmo modo, não temos como ter contato com o passado dos outros, fora daquilo que a face dos outros nos mostra em nosso presente, porque existem passados que passam por nós sem nunca terem sido presentificados pela nossa consciência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não podemos perceber todo o presente. Estarmos conscientes de tudo que simultaneamente ocorre, nem mesmo de tudo o que acontece com todos os outros que nos circundam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Experimente pensar nisso um só segundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tente imaginar tudo o que está ocorrendo nesse exato instante com todos os outros. Tente reter todo o presente. Não apenas o seu presente, o seu entorno, mas o presente do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sem chance.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é possível controlar ou predizer todas as possibilidades do futuro. Nem do seu futuro, nem do futuro de todos os outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tempo pode ser anacrônico. O outro nos apresenta esse tempo anacrônico, no qual todos os que ainda não nasceram e todos os que já morreram se desnudam diante de nós, construindo um tempo coletivo, que escapa da nossa competência.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O outro traz para o Eu que pensa dominar o mundo com sua temporalidade particular uma outra consciência do tempo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso os holocaustos da humanidade são tão malignos. A ambiguidade irredutível que mora no coração da morte se torna mais fatal em tempos de holocausto humano, em épocas de genocídio.</p>
<p>&nbsp;<br />
Só um Eu em delírio, obcecado em eliminar a temporalidade do outro pode construir um holocausto.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/10/10/um-anjo-para-o-tempo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu coração no crepúsculo</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/08/01/meu-coracao-no-crepusculo/</link>
		<comments>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/08/01/meu-coracao-no-crepusculo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 14:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia e Pensamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pablocapistrano.com.br/?p=1463</guid>
		<description><![CDATA[Segue mais um poema de Trakl que traduzi junto com o professor Dicer Zimmer. Esse é de 1912. Tentamos manter a impressão acústica do poema e ao mesmo tempo deixar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Segue mais um poema de Trakl que traduzi junto com o professor Dicer Zimmer.</strong></p>
<p><strong>Esse é de 1912. Tentamos manter a impressão acústica do poema e ao mesmo tempo deixar bem marcado as imagens que remontam a um retalho de memórias nostalgicas que flerta com a forte impressão que a temporalidade causa na vida dos humanos. O poema começa de tarde e retrata em versos cursos o transaldo de uma noite como se a vida pudesse se inverter. </strong></p>
<p><strong>Começamos no crepúsculo e terminamos, com as faces rejuvenescidas, molhadas pelo orvalho da manhã.</strong></p>
<p><strong>Mas chega de bla bla bla Aperoveitem a poesia e tirem vocês mesmos suas conclusões.</strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Zu Abend mein Herz</span></span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Am Abend hört man den Schrei der Fledermäuse.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Zwei Rappen springen auf der Wiese.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Der rote Ahorn rauscht.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Dem Wanderer erscheint di kleine Schenke am Weg.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Herrlich schmecken junger Wein und Nüsse.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Herlich: betrunken zu taumeln in dämmernden Wald.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Durch schwarzes Geäst tönen schmerzliche Glocken.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Auf das Gesicht tropft Tau.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">(1912)</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Meu coração no crepúsculo</span></span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Ao crepúsculo ouve-se o grito dos morcegos</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Dois corcéis pinotam na relva</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Calibri;"><span style="font-size: small;"> Farfalha a folhagem avermelhada</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">A beira do caminho o caminhante avista um botequim</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Ah! O divino gosto das nozes e do vinho da juventude.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Que maravilha: cambaleando bêbados na floresta entardecida</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Através da sombria ramagem ressoam sinos ardentes</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Pelo rosto, corre o orvalho.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">(1912).<br />
</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/08/01/meu-coracao-no-crepusculo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De novo um poema</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/06/28/de-novo-um-poema/</link>
		<comments>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/06/28/de-novo-um-poema/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 20:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia e Pensamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pablocapistrano.com.br/?p=1406</guid>
		<description><![CDATA[Devo estar com algum problema andei cometendo mais um poema: &#160; contemporâneos partilhando o tempo igual perdidos um do outro na superfície do espaço sideral]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Devo estar com algum problema</strong></p>
<p><strong>andei cometendo mais um poema:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">contemporâneos</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">partilhando o tempo igual</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">perdidos</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">um do outro</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">na superfície</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">do espaço </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">sideral</span></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/06/28/de-novo-um-poema/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Grodek</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/05/19/grodek/</link>
		<comments>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/05/19/grodek/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 May 2011 18:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia e Pensamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pablocapistrano.com.br/?p=1299</guid>
		<description><![CDATA[Segue mais uma tentativa de tradução em parceira com o professor Dirceu Zimmer. Desta vez é de Georg Trakl. Um poeta austriaco que se matou em 1914. Trakl conseguiu a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue mais uma tentativa de tradução em parceira com o professor Dirceu Zimmer.</p>
<p>Desta vez é de Georg Trakl. Um poeta austriaco que se matou em 1914.<br />
Trakl conseguiu a façanha de chamar atenção de Heidegger (que escreveu sobre ele) e Wittgenstein (que disse não entender sua poesia mas mesmo assim ser fascinado por ela).</p>
<p>O poema desta vez foi (salvo engano) o último escrito por Trakl após a batalha de Grodek.<br />
segue a minha recriação poética</p>
<p><strong>GRODEK</strong></p>
<p>no crepúsculo soam as florestas do Outono<br />
planícies douradas de armas mortíferas<br />
e lagos azuis por sobre os quais o sol<br />
se vai sombriamente<br />
e a noite envolta<br />
pela selvagem lamúria de guerreiros moribundos.<br />
silenciosamente recolhidas<br />
suas bocas destroçadas<br />
na pastagem.<br />
nuvens vermelhas<br />
de sangue derramado no frescor da lua<br />
onde mora um deus irado.</p>
<p>todas as ruas desaguam em lúgubre decomposição<br />
embaixo da dourada ramagem<br />
das estrelas e da noite<br />
 oscila a sombra da irmã<br />
pelo silencioso refúgio<br />
para saudar o espirito heroico<br />
dos líderes ensanguentados</p>
<p>e o tom suave e amadeirado<br />
das flautas sombrias do outono</p>
<p>Oh sombria tristeza!<br />
seus altares antigos<br />
cujas chamas escaldantes nutrem hoje<br />
uma dor imensa:<br />
os netos que não nascerão </p>
<p><strong>GRODEK </strong></p>
<p>An Abend tönen die herbstlichen Wälder<br />
Von tödlichen Waffen, die goldnen Ebenen<br />
Und blauen Seen, darüber die Sonne<br />
Düstrer hinrollt; umfängt die Nacht<br />
Sterbende Krieger, die wilde Klage<br />
Ihrer zerbrochenen Münder.<br />
Doch stille sammelt in Weidengrund<br />
Rotes Gewölk, darin ein zürnender Gott wohnt,<br />
Das vergoβne Blut sich, mondne Kühle;<br />
Alle Straβen münden in schwarze Verwesung.<br />
Unter goldnem Gezweig der Nacht und Sternen<br />
Es schwankt der Schwester Schatten durch den schweigenden Hain,</p>
<p>Zu grüβen die Geister des Helden, die blutenden Häupter;<br />
Und leise tönen im Rohr die dunkeln Flöten des Herbstes.<br />
O stolzere Trauer! Ihr ehernen Altäre,<br />
Die heiβe Flamme des Geistes nährt heute ein gewaltiger Schmerz,<br />
Die ungebornen Enkel.</p>
<p>(1914)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pablocapistrano.com.br/2011/05/19/grodek/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

