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	<title>Pablo Capistrano //////////////</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>Compreensão e interpretação</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 12:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia e Pensamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma dos ensinamentos de Martin Heidegger em Ser e Tempo é que a compreensão vem antes da interpretação. &#160; &#160; O que ele quis dizer com isso? &#160; &#160; Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma dos ensinamentos de Martin Heidegger em Ser e Tempo é que a compreensão vem antes da interpretação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que ele quis dizer com isso?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ele mostrou que antes de entendermos algo, já temos uma precompreensão daquilo que lemos. Essa precompreensão é nossa forma ativa de interferir no texto do outro. Emprestamos ao que lemos nossa base, nossa pre-estrutura existencial, nosso lugar no mundo; e muitas vezes caímos na ilusão de que realmente há algo de puramente objetivo no texto alheio. Como se ele fosse uma janela por meio do qual vemos a alma do autor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que Heidegger nos ensina é que todo texto é um espelho, no qual nos vemos refletidos. Uma imagem informe, às vezes estranha e bizarra, de nosso próprio rosto pelas frestas da linguagem que o outro manipula.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Interpretar seria entender a natureza dessa imagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Interpretar seria descobrir, em meio ao espanto e ao susto, que muitas vezes projetamos sobre o discurso do outro, a nossa própria experiência de mundo, o nosso próprio lugar.</p>
<p>Um espaço confortável do qual pensamos sermos capazes de julgar o mundo, sem notar que somos nós, o objeto de nosso próprio julgamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Por um resíduo de verdade</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 12:13:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Não sei você, amigo velho, mas eu dei uma olhada nas fotos roubadas de Carolina Dickemann, que foram jogadas na rede essa semana. Mas não olhei apenas porque Carolina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pablocapistrano.com.br/2012/05/15/por-um-residuo-de-verdade/097_carolina-dieckmann-atriz-celebridade-novela-passione/" rel="attachment wp-att-1779"><img class="aligncenter size-full wp-image-1779" title="097_carolina-dieckmann-atriz-celebridade-novela-passione" src="http://www.pablocapistrano.com.br/wp-content/uploads/2012/05/097_carolina-dieckmann-atriz-celebridade-novela-passione.jpg" alt="" width="350" height="500" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não sei você, amigo velho, mas eu dei uma olhada nas fotos roubadas de Carolina Dickemann, que foram jogadas na rede essa semana. Mas não olhei apenas porque Carolina é linda (uma evidência); por ela ser famosa (um fato) ou de ela ser uma boa atriz (uma probabilidade).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apenas esses indícios não explicam a histeria viral em torno das fotos de Carolina na rede.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com tantas mulheres nuas pela internet, com tanto sexo e tanta pornografia amadora, para todos os gostos, todas as taras, todas as práticas e</p>
<p>narrativas sexuais  disseminadas pela fantasia humana, o que poderia produzir a exposição de mais um corpo feminino no mundo do voyeurismo virtual?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que moveu o Brasil em sua busca pelas fotos roubadas de Carolina foi a saudade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma longa e sufocada saudade. Uma estranha e recalcada nostalgia da verdade que, de vez em quando, desponta como um aviso, uma lembrança, um sintoma, nesses tempos de alienação e exclusão. Nessa era em que apenas um simulacro do mundo nos é facultado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A verdade sobre o corpo da atriz; a verdade sobre a alma da mulher que se prepara todo dia para ser vista pelo mundo. A verdade que parece ter abandonado um horizonte cheio de realidades paralelas que, de tão simuladas, de tão projetadas na tela de nossas ideias, de tão brilhantes, coloridas, proporcionais e higiênicas, não são mais sentidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Emanuel Lévinas, o filósofo judeu acusado pela esquerda pós-moderna de ser mais um sexista reacionário , dizia que toda  conquista sexual masculina é fadada ao fracasso. Nunca, nenhum homem, em nenhum momento da história, reteve o feminino que ama esconder-se pelo corpo e pela alma da mulher. Por mais que o homem tente submeter sexualmente uma mulher, ele nunca, na leitura de Lévinas, vai atingir o centro de seu próprio desejo. Porque o feminino absoluto que o homem deseja se esconde quando o buscamos, e só se mostra, quando distraídos, pensamos que não o temos mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, se isso era assim no tempo do mundo (o desejo louco pelo corpo do outro, pela verdade da carne) nesses tempos virtuais, se soma a náusea sem fim que a pornografia em rede causa àqueles que já superaram a fase do onanismo militante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>São tantas imagens de corpos, amigo velho, tantas damas preparadas pelo cosmético eletrônico, tantos rostos se contorcendo de um prazer abstrato e fantasmagórico, que não há mais espaço para a irregularidade da vida, para o cheiro biológico do sexo alheio, para a tessitura do toque feminino que nenhum computador consegue reproduzir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso, é preciso simular o acaso, apostar no amadorismo, torcer para que as fotos da atriz não tenham sido projetadas para as redes, para as realidades virtuais do grande cérebro coletivo que nos pensa e nos rapta em seus fragmentos fluidificados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sim&#8230; queremos Carolina.</p>
<p>Mas não a Carolina da tela da TV, a Carolina da foto do estúdio, a Carolina do Facebook, do twitter. Precisamos de alguma verdade sobre o corpo daquela mulher. Alguma verdade que nos traga de volta a fascinação fundamental por aquilo que ama se esconder, que não se reduz a uma imagem, que não se submete a um signo, que não se traveste em uma ideia. que escapa da fantasia monstruosa feita de retalhos que as vezes a Internet parece ter se transformado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa época de simulacros, aspiramos por aquilo que nunca se reduz, nem se entrega; por aquilo que foge quando olhamos; que dissuade quando tentamos reter. Se existem bilhões da Carolinas reais, em suas teias virtuais, construídas pelo esforço fragmentário da grande maquinaria da mente computacional; Carolinas que se duplicam em velocidade viral, que são vistas pelo intermediário frio de nossa neblina de signos, o que nos sobra é só esse desejo por um pedaço de verdade que nos ajude a escapar desse resíduo de real que se tornou a vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessa rede de imagens descoladas e de fantasias semióticas, queremos a verdade, mesmo que seja estranho; mesmo que seja bizarro, bizarro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pequenas Histórias do delírio humano segundo Antônio Naud Júnior</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 23:35:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigos , o jornalista, prosador e poeta baiano Antonio Nahud Júnior vai lançar o livro PEQUENAS HISTÓRIAS DO DELÍRIO PECULIAR HUMANO (Editora Nação Potiguar, 154 págs. ) aqui em Natal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos , o jornalista, prosador e poeta baiano Antonio Nahud Júnior vai lançar o livro <strong>PEQUENAS HISTÓRIAS DO DELÍRIO PECULIAR HUMANO</strong> (Editora Nação Potiguar, 154 págs. ) aqui em Natal.</p>
<p>Vai ser no dia 17 de maio, às 19h, no Nalva Melo Salão Café, na Ribeira, entre performances artísticas de Cláudia Magalhães e Henrique Fontes, ao som de jazz e com uma exposição fotográfica inspirada na obra do pintor Francis Bacon.</p>
<p>Não dá pra ficar em casa.</p>
<p><a href="http://www.pablocapistrano.com.br/2012/05/10/pequenas-historias-do-delirio-humano-segundo-antonio-naud-junior/capa-do-livro/" rel="attachment wp-att-1774"><img class="aligncenter size-large wp-image-1774" title="CAPA DO LIVRO" src="http://www.pablocapistrano.com.br/wp-content/uploads/2012/05/CAPA-DO-LIVRO-725x1024.jpg" alt="" width="509" height="585" /></a></p>
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		<title>Rosalba e a Guerra dos TTs</title>
		<link>http://www.pablocapistrano.com.br/2012/05/08/rosalba-e-a-guerra-dos-tts/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 10:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas sociedades tradicionais se buscava um valor transcendente para justificar a manutenção dos governantes em seus postos. Podia ser a vontade de Deus, ou mesmo a ordem natural das coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas sociedades tradicionais se buscava um valor transcendente para justificar a manutenção dos governantes em seus postos. Podia ser a vontade de Deus, ou mesmo a ordem natural das coisas que sustentava o rei no trono. A modernidade lançou nosso mundo em uma imanência desconcertante, que nos obrigou a reinventar a transcendência, principalmente, quando o negócio é a manutenção de grupos no poder. Substituímos Deus pela chamada “vontade geral” expressa pelas urnas; o grande oráculo que valida e justifica as estruturas de poder de nossa civilização liberal. Quer seja na distante França de Nicolas Sarkozy ou na gloriosa Mossoró, capital do Oeste potiguar, as urnas, nesses anos de democracia eleitoral, mais justificam o poder do que o provocam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso que a disputa entre os apoiadores e os opositores de Rosalba Ciarlini, na frente de batalha das redes sociais, abre algumas questões interessantes. Serão em algum momento os <em>TTs </em>do <em>twitter</em> nosso próximo grande oráculo transcendente, que justificará e validará a permanência de um governante no poder? Nesses tempos de rede global as velhas instituições da democracia moderna, pensadas pelos filósofos das luzes na aurora da modernidade entre os séculos XVII e XVIII, não servem mais para justificar o sistema. Mas, há alguma coisa para se pôr no lugar?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembro, amigo velho, do silêncio que tomou conta das ruas de Natal quando foi anunciado a vitória da Rosalba em 2010. Contrastando com a festa que deve ter tomado conta do oeste naquele dia. Eu, como um péssimo vaticinador político que sou, havia feito a precisão que a campanha de 2010 iria trazer à tona a demanda regionalista reprimida na sociedade potiguar. O fato de, pela primeira vez em muitas décadas, uma liderança rosada ter “cruzado o limite geográfico do vale do Açu” para se projetar sobre os currais das famílias seridoenses e do agreste potiguar poderia trazer à superfície todo o tipo de divisão psicossocial que separa o Leste e Oeste em nosso estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isso não ocorreu. O grupo do marketing político de Rosalba foi muito habilidoso em descolar a imagem que ela forjou para si mesma quando foi eleita e reeleita prefeita de Mossoró. No Oeste, Rosalba conseguiu construir uma identificação tão intensa com a sua cidade que, em certas eleições, votar na oposição em Mossoró era quase como tentar explodir uma bomba no altar da Matriz de Santa Luiza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua imagem eleitoral saltou para o resto do estado na medida em que ela conseguia, por um lado, vender a ideia de sua grande administração em Mossoró, sem permitir que os resíduos de mossoroísmo pudessem afetar sua votação em outras regiões do estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que parece que está ocorrendo agora é justamente a desconstrução desse esforço político. Mossoró subitamente veio à pauta da política potiguar e a luta das <em>tags </em>que envolveu todo o estado e nos projetou para glória instantânea dos TTs mundiais parece mais um sintoma de que a eleição municipal de Mossoró determina a agenda eleitoral potiguar. Repentinamente Natal, massacrada em seu orgulho de capital pela falência de sua própria administração municipal, esgotada em suas lideranças políticas, afundada em um caos urbano e em uma crise de identidade movida pelo crescimento vertiginoso das últimas décadas, tivesse acordado e percebido que havia perdido o governo do estado para Mossoró. Que tipo de efeito isso pode provocar nas eleições de nossa pequena paroquia na esquina do Brasil?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não tenho respostas para isso; amigo velho. Apenas a história nos ensina sobre os desvios da política. O resto é aposta. Só lembro que um conhecido com raízes no Seridó me disse uma vez (com um certo despeito pelas minhas origens oestanas e pelas minhas memorias afetivas de antigos veraneios em Tibaú) que Mossoró era uma ilha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez ele esteja certo. É possível, amigo velho, que Mossoró seja mesmo apenas um pedaço de terra cercado de Rio Grande do Norte por todos os lados.  Esse isolamento auto imposto, que para muitos é prova de resistência e autenticidade; que para outros é sintoma de simples provincianismo, tem a capacidade de, nesses tempos de democracia em rede e descrença institucional generalizada, projetar governadores com a mesma falta de cerimônia que pode vir a isolá-lo no bunker de sua própria identidade política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Só não se esqueça, amigo velho, que quando a política morre, a cultura se torna a grande ferramenta de transcendência que tanto derruba quanto mantém os gerentes do poder.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Além do Big Bang</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 10:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Capistrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de um professor de província]]></category>

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		<description><![CDATA[Para a turma do integrado, do subsequente bem como os amigos da disciplina de Epistemologia da Ciência da Licenciatura em Informática do Campus Zona Norte segue abaixo video do History [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para a turma do integrado, do subsequente bem como os amigos da disciplina de Epistemologia da Ciência da Licenciatura em Informática do Campus Zona Norte segue abaixo video do History Chanel completo pelo maravilhoso Youtube.</p>
<p>Divirtam-se.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/zapgDvSuBII" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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