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  • Pablo Capistrano
  • 22 de junho de 2010, as 10h10

Sei que sexta tem jogo do Brasil mas para os que não exageram nas festividades pós-copa e tem interesse no assunto haverá mais um Chai filosófico comigo e com a Mirian.

25/06 – SEXTA-FEIRA
CHAI FILOSÓFICO – 19:00 H às 20:30 H

TEMA: O CAMINHO MÃSTICO E O PAPEL DO MESTRE/ PABLO CAPISTRANO E MIRIAN AGUIAR – TRAZER 1KG DE ALIMENTO.

Organização e informações:

CASA DE YOGA SÃDHANA PÃDA

Rua Adolfo Ramires, 2077 – Capim Macio – Natal – RN (84) 8899-0619 – Mirian Aguiar

www.casadeyoga.org

casadeyogarn@yahoo.com.br

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  • Pablo Capistrano
  • 14 de junho de 2010, as 8h08

Quando a gente publica artigos em jornais ou na Internet sempre se expõe a recriminações. Nesse tempo de euforia nacionalista, que vem sazonalmente em época de copa do mundo, levantar questões sobre a pertinência de se torcer ou não pela Seleção canarinho pode soar muitas vezes como uma espécie muito peculiar de imprudência particular.

O fato é que minha relação com a Seleção brasileira não é pacífica. Vou confessar… Torço mais pelo Flamengo ou pelo América de Natal do que pela Seleção. Com a Seleção meu amor é condicionado.

Eu sei que o Brasil mudou. Não vivemos mais no país da minha infância e essa não foi apenas uma mudança externa. Algo da intimidade cultural de certo Brasil utópico se perdeu esses anos. Nos tornamos mais tecnológicos, mais ricos, mais inseridos no mundo global, mais competitivos, mais agressivos, mais violentos. A violência, a propósito, que sempre existiu de modo latente em nossa constituição social, de vez em quando emerge na superfície de nossa experiência coletiva e nos leva a sermos mais defensivos, mais sisudos, mais desconfiados, mais sérios do que comumente gostaríamos de ser. Perdemos um pouco da nossa alegria, um pouco da nossa espontaneidade, um pouco de uma certa inocência crua que parecia costurar uma parte substancial de nossa sociabilidade.

Esse novo Brasil, rico, violento, competitivo, capitalista, objetivo e pragmático rivaliza um bocado com aquele Brasil romântico, da alegria e da vontade de viver que tanto seduzia o mundo. Eu sei… Eu sei… Você vai me dizer que essas são algumas das mitologias sociais que constituem os povos e que uma análise desse tipo não suportaria uma leitura sociológica rigorosa. Mas, com o perdão da expressão, de análises sociológicas rigorosas o inferno está cheio e eu não estou muito interessado nessa crônica no mundo das exatidões científicas.
Se a mitologia do Brasil romântico morreu nessas novas esquinas pós-modernas, ao menos no futebol, entre as linhas do campo, sempre que começa uma copa do mundo, sou possuído por certa saudade de um tempo utópico. Eu sou um daqueles que se frustra e se entedia profundamente quando vê que, também no campo, o pragmatismo competitivo se levanta e engalfinha o sentimento estético do mundo (nossa mais significativa marca cultural).

Observando a postura de Dunga com a imprensa, pensando na política de clausura a que os quinhentos volantes da Seleção estão submetidos na Ãfrica do Sul, imagino que corremos, mais uma vez, o terrível risco de nos vermos reduzidos a uma lógica da retranca italiana.

Dunga é essencialmente um zagueiro. Ele carrega isso tão ligado à sua própria natureza que até em suas entrevistas a postura do zagueiro aflora de modo atávico. Dunga se adianta às perguntas dos repórteres e antes que as críticas apareçam, ele já se defende. Antecipar o ataque é uma das grandes artes cultivadas pelos melhores defensores em campo. Grandes zagueiros sabem prever o comportamento dos centro-avantes, dos laterais ofensivos e dos meias criativos. Eles precisam estar no canto certo na hora certa para impedir a jogada dos oponentes. Eles precisam antecipar-se para estancar o avanço inimigo.
Nossa seleção em 2010 é antes de tudo a seleção de Dunga.

Ela tem o seu perfil, a sua essência, o seu modo de pensar. Para quem não gosta de futebol e só assiste jogos na época da copa com o único objetivo de torcer pelo Brasil, nada disso faz muita diferença. O importante é a vitória, a festa, a cachaça e os inevitáveis feriados no meio de semana. Para quem gosta de futebol, para quem ainda sente saudades de um Brasil que não tinha medo da derrota, que não se curvava ao apelo pragmático das vitórias funcionais e que insistia em transformar nossa vida banal em um instigante e assustador exercício dramático, isso faz toda a diferença. A arte existe, porque a vida não basta. No mundo do futebol o Brasil existe porque a vitória não basta.

2 Comentários
  • Pablo Capistrano
  • 12 de junho de 2010, as 14h14

Lembrei hoje, nessa noite dos namorados em que os donos de motéis estão rindo à toa Brasil a fora que em 2010 fazem trinta anos da morte de Ian Curtis.

Ian foi um dos meus mestres estéticos nos tempos do Sótão 277.

Vai aqui minha lembrança com a voz de Robert Smith:

Em ritmo de bossa nova

Com Bono fazendo pose:

Com os camaradas de Banda:

E o original…

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  • Pablo Capistrano
  • 04 de junho de 2010, as 14h14

Em 1974 eu nasci.

Em 1978 minha irmã (Rosa) nasceu.

Em 1982 eu morava na rua Miosótis, no bairro Mirassol.

Em 1986 eu me mudei para a Cidade Jardim, próximo do campus da UFRN.

Em 1990 meus pais estavam separados mas eu tinha uma namorada

Em 1994 eu não tinha mais uma namorada mas em compensação estava curtindo a vida adoidado.

Em 1998 eu já tinha um filho.

Em 2002 já estava casado.

Em 2006 parei de fumar e perdi minha avó.

Em 2010…

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  • Pablo Capistrano
  • 24 de maio de 2010, as 4h04

ENCONTRO ENTRE A FILOSOFIA OCIDENTAL E ORIENTAL

com PABLO CAPISTRANO e MIRIAN AGUIAR

 

TEMA – MENTE E CONSCIÊNCIA

 

DIA 28/05/2010 – ABERTA AO PÚBLICO ÀS 19h30 às 21hs

Entrada – 1 kg de alimento não perecível

 

LOCAL – CASA DE YOGA SADHANA PADA

RUA PROFESSOR ADOLFO RAMIRES 2077

CONJUNTO DOS PROFESSORES

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