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Ninguém sabe ao certo se o Sótão 277 foi um grupo cultural, uma experiência mística ou uma alucinação coletiva (o que parece não fazer muita diferença). O fato é que, de 1991 a 1995 varias foram as realizações desse grupo de estudantes que se encontrava no sótão da casa de seu Aristeu (pai de dois membros do grupo) na Rua Francisco Ferreira Lima, 277 no bairro de Lagoa Seca em Natal/RN para beber vinho, recitar poesias, ouvir música, fazer fanzines de literatura e pensar em formas de implementar uma “revolução cultural” na província (quase tão difícil quanto dominar o mundo vale salientar).

O trabalho do grupo era marcado pela urgência, contestação e pelo improviso (como pode ser observado nos fanzines e textos, às vezes toscos, escritos a mão, e com intencionais distorções gramaticais e gráficas).

A maioria dos membros tinha em torno dos 16 aos 21 anos de idade. As influências eram semelhantes, música, quadrinhos, cinema e literatura marginal (o que significa isso?).

O grupo acabou em 1995 quando um dos seus membros mais ativos na última fase de formação (Fábio François) resolveu ir embora para o Rio de Janeiro tentar ganhar a vida.
Fanzines:
»  Tempestade & Ìmpeto (1991) – duas edições.
»  Peru Frio (1993) – uma edição publicado com o apoio da Fundação José Augusto/RN
»  Papai Estamos Vivos! (1994/1995) – duas edições publicadas com o apoio do NAC (Núcleo de Arte e Cultura da UFRN)

Eventos:
» Insanidade cultural (1992) – lançamento do livro xerografado HUD de   Adriano Araújo
» Lançamento do Projeto Caras Letradas (1994) –idealizado pelo poeta    Carlos Gurgel
» Grito ao Império Vazio (1994) – recital no teatro Alberto Maranhão/ Natal    RN (ponto culminante da breve carreira do Grupo)
» Negra Noite Da Alma (1995) – canto de cisne do sótão, abrindo o show da mítica Banda Os Quatro.

2007 ® Pablo Capistrano

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